ESPAÇO CULTURAL

Projeto de incentivo à leitura realiza atividades no mês da consciência negra

A programação “Rua de leitura”, que faz parte do projeto “Pororoca Literária”, levou diversas atividades culturais aos jovens do bairro do Guamá no último sábado, 23. Leitura, música, dança e apresentações teatrais foram algumas das atividades oferecidas ao público que compareceu ao espaço cultural Nossa Biblioteca.

O projeto é um dos 38 aprovados no edital de projetos culturais da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel). Em alusão ao mês da consciência negra, as atividades foram voltadas para: conscientização, religiosidade, costumes, conhecimento e discussões sobre o tema. As apresentações teatrais foram baseadas no livro “Contos africanos dos países de língua portuguesa”, da autora Ana Cristina Mancussi, com intuito de abordar questões importantes de forma lúdica e criativa.

O professor de literatura do projeto, Victor Ramos, conta que a receptividade por parte dos alunos foi muito positiva e que as mediações de leitura foram abordadas de forma leve e didática, com intuito de fazê-los conhecer e respeitar outras religiões e culturas.

“Muitos deles são negros de baixa renda e conseguem se ver nas histórias abordadas aqui. Tentamos mostrar de uma forma poética e bonita, as histórias que enaltecem os negros, que enaltecem eles mesmos que estão escutando, para que saibam o quanto são importantes”, destacou o professor.

A iniciativa partiu do grupo “Espaço Cultural Nossa Biblioteca” que atua há mais de 40 anos no bairro do Guamá, com a missão de difundir a leitura e a democratização dos livros, além de proporcionar acesso à cultura, educação e lazer, com a visão de construir um bairro de leitores.

Para a coordenadora do projeto, Vanessa Ineth, é muito importante trabalhar com leituras que valorizem as origens desses jovens, para que passem a valorizar suas raízes e saber da importância da leitura e da cultura para a sociedade.

“O Guamá é um bairro de periferia, a população em maioria é negra. Percebemos que ainda há muito preconceito racial em nossa sociedade. A questão está tão enraizada que as pessoas agem como se fosse normal, desprezando e discriminando nossas raízes culturais, mas precisamos mudar essa realidade”, ressaltou.

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