SOLIDARIEDADE

No Benguí, projeto pede o fim da violência contra mulheres

Com o objetivo de denunciar a violência contra as mulheres no mundo todo, o dia 25 de novembro é marcado pelo Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher e, com isso, o projeto “Violência contra a mulher: de menina à mulher, tortura que ela não atura” promoveu neste domingo, 24, um cortejo cultural percorrendo as principais ruas do bairro do Benguí.

A ação que iniciou em 2003 vem sendo realizada todos os anos com apoio do Grupo de Mulheres Brasileiras (GMB). “Violência contra a mulher, não é o mundo que a gente quer” foi o tema escolhido para o evento neste ano.

A mobilização contou com a presença de lideranças da comunidade, apresentações de danças, performances teatrais, além de exposição das obras produzidas por jovens moradores do bairro durante as oficinas do projeto do Grupo de Teatro Palha, um dos 38 patrocinados pela Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Cultural do Município (Fumbel), através do edital de projetos culturais com relevância social aprovado no ano de 2018.

Segundo o professor da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenador pedagógico do projeto, Paulo Santana, foi possível perceber que a maioria das mulheres não conheciam suas possibilidades manuais e ficaram realizadas com o aprendizado. Para ele, a formação de agentes multiplicadores é importante para o conhecimento de todas as formas de violência doméstica. “Observamos o quanto é importante projetos como esse para trabalharmos a autoestima dessas mulheres e a capacitação de mão de obra para o mercado de entretenimento”.

O projeto “Violência contra a mulher: de menina à mulher, tortura que ela não atura” foi criado por conta da percepção do aumento do índice de violência contra o gênero feminino. A ação tem o objetivo de promover palestras e oficinas de cenografia, figurinos, iluminação, adereços, visagismo e preparação de atores, tendo como público alvo meninas e mulheres do bairro do Benguí, em situação de violência doméstica. A ação visa, ainda, montar um espetáculo teatral com depoimentos das vítimas de violência, como forma de compreender a condição da mulher na atualidade, conscientizar meninas, mulheres e homens para impulsionar o empoderamento e o enfrentamento da violência para construção da dignidade feminina.

Acreditar no poder transformador do teatro foi um dos pilares para a criação do projeto. Segundo Tânia Santana, coordenadora executiva do projeto, a motivação de trabalhar com o público do Benguí veio do entendimento de que esse é um dos bairros com maior índice de violência contra mulher. Para a coordenadora, o patrocínio da Prefeitura de Belém tem um papel essencial no desenvolvimento do projeto. “O patrocínio da Fumbel tem permitido levar arte e cultura para a população carente do Benguí e, por meio da arte, trabalhar um tema social tão importante para os dias de hoje”, relata Tânia Santana.

 

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