PRIMEIROS-SOCORROS

Samuzinho encerra programação com experiências positivas entre as crianças

Foram dez dias de muito aprendizado sobre noções básicas de primeiros- socorros para cerca de 30 crianças do projeto Samuzinho, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), órgão vinculado à Prefeitura de Belém. Nesta edição, realizada na sede do Samu, filhos, netos e sobrinhos de servidores municipais participaram ativamente de ações desenvolvidas por meio de uma metodologia ativa.

De acordo com a assessora da coordenação do Samu, Maria Carmen Kós, o projeto já tivera edições anteriores e, no ano passado, foi retomado. “Planejamos esta edição em dois módulos e tivemos uma resposta muito positiva dos pais e familiares das crianças. Fechamos uma turma grande e tem sido uma experiência maravilhosa, tanto para a equipe que está à frente do projeto, quanto para as crianças e seus familiares”, contou coordenadora.

Etapas - A primeira etapa do Samuzinho foi realizada no período de 16 a 20 de dezembro do ano passado, e a segunda, de 6 a 10 de janeiro deste ano, sempre no turno da manhã. Na grade de programação constava prevenção de acidentes domésticos; noções de anatomia e fisiologia humana básica; primeiros-socorros em queimaduras, engasgo, parada cardiorrespiratória, em Acidente Vascular Cerebral (AVC), fraturas, luxações e convulsões; transporte de urgência; oficina de construção de campanha educativa e campanha de saúde.

Durante a aula de pintura, realizada na manhã de segunda-feira, 10, Ana Maria Nahum Valino, de 10 anos, contou a experiência em fazer parte do Samuzinho e o que aprendeu nesse período. “As professoras são muito compreensivas com todos. Nos divertimos muito aprendendo, mas aqui não é para brincar muito. Às vezes é brincadeira, mas também é coisa séria. Já aprendi sobre AVC e como enfaixar os membros. Lembro que meu irmão quebrou o braço, um dia, e fiquei desesperada sem saber o que fazer. Agora já sei, mas é claro que também tem que chamar o Samu”, explicou a menina.

Lucas Costa, de 8 anos, também destacou o que vem aprendendo com o Samuzinho. “Aprendi como atender a pessoas que sofrem fraturaram, como agir em casos de convulsões e queimaduras, e eu fiz uma pintura sobre AVC”.

Já a Melissa Furtado, de 10 anos, disse que as aulas irão ajudá-la para a vida toda. “Conheci muitas coisas importantes aqui sobre queimaduras, pressão e AVC. Fiz novas amizades e, em casa, meus pais sempre dizem que é algo bom para o meu futuro”, contou Melissa.

A instrutora do projeto Samuzinho, Thamyris Marinho, de 32 anos, explicou que os alunos do projeto são da faixa etária de 9 a 12 anos, e que as aulas são transmitidas por meio de metodologias ativas. “São atividades como teatro, fantoche, pintura e outras formas lúdicas de aprendizado, ao invés de aulas expositivas com quadro ou projetor. Sabemos que eles são pequenos e imaginamos até que podem não absorver o conteúdo, mas eles têm a mente aberta e assimilam com uma agilidade surpreendente”. 

Ações - O coordenador geral do Samu, Leonardo Lobato ressalta que a programação sobre noções de primeiros socorros se estenderá ao longo do ano com diversas ações já planejadas. “Este ano temos quatro projetos em andamento. Encerrando esta edição do Samuzinho, faremos palestras em escolas públicas e particulares, pelo menos uma ou duas vezes por mês”, adiantou. 

“Retomaremos o projeto Vovô e Vovó Socorrista, priorizando também o público de idosos que, muitas das vezes, cuidam dos netos e, até mesmo, para que eles percebam alguns sintomas e reações. Teremos a projeto Samuzinho, em julho e dezembro, e o Socorrista Júnior, nas escolas, com atividades lúdicas”, complementou Leonardo.

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