INCLUSÃO

Alunos com deficiência recebem atendimento educacional especializado da Prefeitura

Falar sobre inclusão social é uma necessidade no mundo atual. Na área da educação, a inclusão vem sendo trabalhada cada vez mais nas escolas públicas do município por 96 profissionais capacitados e 310 estagiários habilitados para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos 1.940 estudantes com deficiência matriculados na rede de ensino.

Pedro Cavalcante Herculano, de 13 anos, diagnosticado com transtorno do espectro do autismo (TEA), estuda da Escola Municipal Alzira Pernambuco, no bairro do Marco, desde 2017. Segundo a mãe dele, Ioná Cavalcante, suas expectativas foram superadas com o atendimento educacional especializado da escola.

“Notamos uma grande satisfação do Pedro na interação social com as outras crianças. Os avanços foram verificados no aspecto comportamental, cognitivo e de coordenação motora. Elogio as atividades extras da escola, que são bem planejadas e executadas, como sessões de cinema e passeios”, disse Ioná.

Atendimento - O atendimento inclusivo oferecido na rede municipal de ensino começa no Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes (Crie), da Secretaria municipal de Educação (Semec), que realiza atendimento aos alunos com deficiência por meio de uma equipe multiprofissional composta por psicopedagogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, assistente social, educador físico,  pedagogo, arte-educador e profissionais especializados na área da educação especial e inclusiva.

Ana Maria Oliveira, de 8 anos, também diagnosticada com o TEA, está matriculada na Escola Municipal República de Portugal, no bairro da Marambaia, e estuda na rede pública do município desde os 4 anos. “Acompanhamos muitos progressos da Ana, como o desenvolvimento da fala, escrita e interação social. Minha filha se desenvolveu muito. As professoras são excelentes, bem preparadas e pacientes”, disse Ronnie Oliveira, mãe da estudante.

Educação Especial - Além do Crie, a educação inclusiva também é desenvolvida em 66 salas de recursos multiprofissionais existentes nas escolas municipais, que funcionam no contraturno escolar, garantindo uma assistência individual e especializada, de acordo com as necessidades específicas de cada aluno. E pensando no quesito acessibilidade, a Prefeitura também investe na construção de rampas, corrimões e banheiros adaptados nas escolas para alunos com deficiência.

“O Crie realiza a inclusão do aluno com deficiência nas turmas regulares nas escolas, intermediando um apoio pedagógico exclusivo e colaborando com as atividades realizadas pelos professores. Também há o atendimento educacional especializado, por meio das salas de recursos multifuncionais, que são realizados no contraturno escolar, de duas a três vezes por semana, com o objetivo de aprimorar as habilidades do aluno, com recursos específicos para cada deficiência”, explicou Denise Costa, diretora do Crie.

Formação - Para que os professores saibam lidar com uma criança com deficiência, também são realizadas formações continuadas no Crie, que capacitam os professores da rede e ensinam a avaliar e encaminhar os alunos para o Centro, quando há a necessidade de um acompanhamento mais especial.

“Todas as escolas do município estão aptas para receber um aluno com deficiência, conforme determina a Lei 13.146/15, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI). Tivemos grandes avanços na educação inclusiva. Em 2012, nós tínhamos apenas 33 salas de recursos multiprofissionais para atender a demanda, hoje nós possuímos 66 salas. A procura de matrículas para alunos especiais também aumentou bastante, o que nos motiva capacitar cada vez mais nossos profissionais da educação”, acrescentou Denise.

Algumas das formações realizadas no Crie são: Oficina de Áudiodescrição, Curso de Aperfeiçoamento sobre o TEA, Oficina de Língua Brasileira de Sinais (Libras), Oficina de Braile, Oficina de Musicoterapia Para Autistas e Oficina de Acessibilidade com Material Adaptado para Autistas.

Dados - De acordo com o Sistema de Informação de Gestão Acadêmica (Siga), até em 2019, haviam matriculados no município: 3 crianças com altas habilidades, 499 com autismo clássico, 63 com baixa visão, 17 com cegueira, 53 com deficiência auditiva, 808 com deficiência intelectual, 114 com deficiência múltipla, 194 com deficiência física, 11 com Síndrome de Asperger, 84 com Síndrome de Down, 1 com Síndrome de Rett, 17 com surdez, 3 com surdocegueira e 55 com transtorno desintegrativo da infância.

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