AGRICULTURA FAMILIAR

Prefeitura faz doação de patos e peixes e movimenta a economia nas ilhas de Belém

“Sou filho de lavrador e sustento minha família com a produção e comercialização de frutas, mas sempre sonhei com a criação de peixes, hoje, a Prefeitura está me dando essa oportunidade”, disse Alivaldo de Souza. Esse produtor faz parte das 28 famílias das ilhas de Outeiro e Cotijuba, que receberam da Prefeitura de Belém, nesta quinta-feira, 6, na Casa Escola de Pesca (Cepe), em Outeiro, 28 mil alevinos da espécie tambaqui para o cultivo nas pequenas propriedades rurais.

A doação dos peixes faz parte do Programa Municipal de Piscicultura, promovido pela Secretaria Municipal de Economia (Secon), nas ilhas de Belém. “O projeto é direcionado aos pequenos agricultores rurais e tem como meta impulsar a economia sustentável dessas localidades”, destacou o titular da Secretaria de Economia (Secon), Rosivaldo Batista.

Resistente - Segundo o biólogo da Secon, Márcio Rodrigues, o tambaqui foi o escolhido para a doação aos produtores, já que é um espécie resistente, típica da Amazônia e também de grande consumo pela população, o que favorece na comercialização.

“Além disso, a Prefeitura está entregando ração suficiente para três meses e, ainda, prestando assistência técnica para a construção dos tanques, onde o menor deles chega a reproduzir 500 quilos de tambaqui em sete meses”, explicou o Rodrigues.

Patos - Outras 50 famílias da ilha de Caratateua receberam 350 filhotes de patos também doados pela Secon. O projeto de doação de patinhos já beneficiou os distritos de Outeiro e Mosqueiro, e também faz parte do incentivo à agricultura familiar nas ilhas de Belém.

“Eu achava que criar patos fosse simples, mas pude participar de todo o acompanhamento técnico da Secon e aprendi como eles trabalham para nos ensinar a produzir, de maneira sustentável e com produtos de qualidade”, disse Janaína Sousa, que passará também a criar patos no terreno que possui na ilha de Caratateua.

Consumo - Segundo o secretário municipal de economia, Rosivaldo Batista, quase 250 mil patos são consumidos em Belém durante o domingo do Círio de Nazaré. “Por isso, a meta é preparar as ilhas para abastecer a capital, sem necessitar importar os animais de outros estados, contribuindo para o aquecimento econômico interno”, enfatizou o secretário.

“Muito gratificante saber que Outeiro não é mais conhecida pela violência e criminalidade. Essa gestão transformou a ilha em um centro produtivo que gera emprego e renda à comunidade local”, destacou o Administrador Regional, Yan Miranda.

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