Desafio viral

Especialista alerta para os riscos da brincadeira "quebra-crânio"

O desafio é extremamente perigoso e traz vários riscos, podendo levar à morte.

Vez ou outra surgem desafios entre as crianças e adolescentes, por meio das redes sociais, algumas inofensivas e até engraçadas, já outras preocupam os pais, responsáveis, professores e toda a sociedade.

Desta vez, o desafio intitulado “quebra-crânio” ou “desafio da rasteira” viralizou na internet e deixou a todos em estado de alerta. A brincadeira é realizada com a participação de três pessoas, que ficam lado a lado. Enquanto as duas das extremidades pulam, a do meio, que não sabe como o jogo funciona, pula também. Neste momento, as duas pessoas das extremidades aplicam uma rasteira no participante do meio, causando a sua queda. O desafio é extremamente perigoso e traz vários riscos, podendo levar à morte.

“Neste desafio, o indivíduo é pego desprevenido, no ar, de forma que não tem tempo de se defender durante a queda. Tal tipo de trauma pode levar a Traumatismos Crania Encefalico (TCE) ou Traumatismos Raquimedulares (TRM), além de lesões osteomusculares, que podem levar a fraturas ou contusões mais leves”, alerta o neurologista do Hapvida, Rafael Costa Camelo, complementando que “no caso do TRM o indivíduo pode sofrer lesão medular, levando a perda da função neurológica abaixo da lesão (paralisias ou perda de sensibilidade), no caso do TCE, lesões de couro cabeludo, fraturas de crânio, lesões do cérebro, hematomas intracranianos, que em último caso, podem levar a morte do indivíduo”.

Como a queda é inesperada, a criança pode cair de diferentes formas, ocasionando lesões diferentes, com danos sérios. “Se cair de costas, como é o intuito da brincadeira, a região mais suscetível à lesão é a coluna cervical e parte posterior do crânio. Se cair de lado, além das lesões de crânio (parte lateral ou temporal) e coluna, lesões de braços, cotovelos, antebraços ou punhos. São inúmeras as possibilidades”, explica o médico.

O especialista faz ainda um alerta aos pais e responsáveis pelas crianças e adolescentes sobre o assunto: “Conversar sobre as possíveis implicações e riscos desse desafio/brincadeira, desencorajando os mesmos e seus colegas a continuar a fazer a brincadeira.

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) divulgou um comunicado em suas redes sociais, alertando sobre os riscos. "Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico - TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito".

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