Audiovisual

Farinha vira estrela de documentário premiado em festivais de cinema

O curta "O Mestre da Farinha" foi premiado em festival no Japão

O paraense “raiz” não passa sem ela que vai bem com açaí, frutas, café e qualquer outro tipo de comida, e virou até tema de documentário. Estamos falando da farinha que pode ser a tradicional, tipo farofa, ou mesmo a baguda. Se for de Bragança, então... 

Pois a farinha de Bragança, a mais famosa por sua textura, sabor e crocância, é tema do curta-metragem "O Mestre da Farinha" com direção de Leandro Miranda e Luiza Fecarotta e produção de Adriana Benevenuto, que conta a história do “Seu Bené”, da cidade de Bragança, que fica na região nordeste do Pará. 

Com mais de 70 anos de idade ele é considerado um mestre por manter uma tradição centenária no modo de produzir a farinha com a mandioca que cultiva no próprio quintal.

O Mestre da Farinha recebeu, no dia 28 de fevereiro, o terceiro lugar na categoria Sustainable Development Goals (SDGs), no Japan World's Tourism Film Festival. Com o prêmio japonês, o curta contabiliza sua terceira medalha. Em 2019, esteve no pódio como “Best South American Film" e “People’s Choice Awards” na categoria “Documentários” de um dos mais importantes festivais de cinema de turismo do mundo, o ART & TUR, em Portugal.

As gravações aconteceram durante uma Expedição Fartura, viagens de pesquisa que percorrem todo o Brasil em busca de personagens, ingredientes e receitas.

Produção - A cidade de Bragança produz entre 800 a 850 toneladas por mês de farinha de mandioca, e possui cerca de 9 mil produtores locais. Desta produção, destacam-se 30 produtores em média que comercializam a farinha empaneirada.

É produzida principalmente por produtores familiares das áreas dos campos, abrangendo a zona rural do município de Bragança, a região mais conhecida. Também é produzida nos municípios de Augusto Correa, Tracuatua e Capanema. 

A farinha de Bragança é uma farinha d'água, o que significa que a mandioca passa por um processo de fermentação na água, que fica fermentando, em tanque ou igarapé, por cerca de quatro dias. 

Depois desse período a mandioca é descascada e pode ficar até mais dois dias submersa. Só então é levada, já amolecida, para a casa de farinha, onde é triturada (amassada na mão ou passada em uma máquina chamada de catitu), prensada (em sacos ou no tipiti, espremedor de palha trançada), peneirada e torrada. 
 

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