ACIMA DE TUDO, MÃE

No Dia das Mães, conheça dez filmes emblemáticos cujo tema é a maternidade

Não há como fugir de um assunto no mês de maio. Nele, as homenagens e lembranças são sempre para elas: as mães. E como o cinema já retratou tão bem esse conteúdo, o grupo de cinéfilos Cineclube Paraense se reuniu, mais uma vez, em uma eleição temática para celebrar as mães reais e as mães que o cinema nos deu.

Foram enviadas 16 listas, nas quais foram citados 63 filmes, dos mais variados enfoques, países e linguagens, mas que se concentram no tema do mês, que é voltado às mães.

Lista final - A lista apurada e final ficou assim: em primeiro lugar, “Laços de Ternura” (de James L.Brooks), com 78 pontos; em segundo, “Sonata de Outono” (de lngmar Bergman), com 62 pontos; em terceiro, “O Quarto de Jack” (de Lenny Abrahansom), com 57 pontos (no desempate, ficou em terceiro com dez citações); em quarto, “Tudo Sobre Minha Mãe” (de Pedro Almodóvar), também com 57 pontos (no desempate, ficou com nove 9 citações); em quinto, “A que Horas Ela Volta?” (de Anna Muylaert), com 53 pontos; em sexto, “Três Anúncios Para um Crime” (de Martin McDonagh), com 41 pontos; em sétimo, “Benzinho” (de Gustavo Pizzi), com 29 pontos; em oitavo, “A Escolha de Sofia” (de Alan J. Pakula), com 27 pontos; em nono, “Mãe” (de Darren Aronoksky), com 25 pontos; e em décimo, “O Bebê de Rosemary” (de Roman Polanski), com 24 pontos.

“Laços de Ternura”, de 1984, não encabeça esta lista à toa, já que constou em quase todas as relações enviadas. A relação entre Aurora (Shirley MacLaine) e sua filha Emma (Debra Winger), apesar de cheia de amor, é conflituosa. Quando a filha descobre que está com câncer e que foi traída pelo marido, a mãe tem que se desdobrar entre o namoro que acaba de iniciar, apesar de resistir, e os cuidados com a filha. “Laços de Ternura” é um filme de delicadezas e muito emocionante. Prepare um lençol - e o choro - para as cenas entre mãe e filha.

No segundo lugar está “Sonata de Outono”, filme de 1978. Após ter sido uma mãe ausente por anos, a renomada pianista Charlotte (Ingrid Bergman) faz uma visita à filha mais velha, Eva (Liv Ullmann). Ela se surpreende ao encontrar sua outra filha, Helena (Lena Nyman), que é doente, e foi tirada do hospital para ser cuidada em casa por Eva. A tensão entre Charlotte e Eva cresce até elas terem uma conversa definitiva, dizendo tudo o que sempre quiseram falar uma à outra.

“O Quarto de Jack”, de 2015, é um filme de mãe, dirigido por uma mulher. Na história, Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto, e o único contato com o mundo externo é o homem que os mantém em cativeiro. A mãe faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Ela e elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar o homem e retornar à realidade. O papel de Joy deu o Oscar de Melhor Atriz à Brie Larson em 2015.

“Tudo Sobre Minha Mãe”, de 1999, mostra que no dia de seu aniversário, Esteban (Eloy Azorín) ganha de presente da mãe, Manuela (Cecilia Roth), um ingresso para a peça "Um Bonde Chamado Desejo", estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Após o espetáculo, Esteban é atropelado e morre. Manuela resolve ir até o pai do filho, que vive em Barcelona, para dar a notícia. No caminho, ela encontra a travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo.

O primeiro filme nacional nesta lista é “Que Horas Ela Volta?”, de 2015, é um filme de mãe também dirigido por uma mulher. A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo, deixando a filha Jéssica (Camila Márdila). Anos se passam, e Val mora na casa dos patrões e é babá de Fabinho (Michel Joelsas), que vai prestar vestibular. Jéssica anuncia que também virá fazer vestibular em São Paulo. Os chefes de Val recebem a moça de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir um certo protocolo, e a situação se complica. "Que Horas Ela Volta?" foi premiado do Festival de Cinema de Sundance (EUA), em 2015.

“Três Anúncios Para um Crime” deu um segundo Oscar de Melhor Atriz para Frances McDormand, em 2017 (o primeiro foi em 1997, por "Fargo", no qual ela está grávida). O Oscar é papel de Mildred Hayes, uma mãe que decide chamar atenção de todos para o assassinato da filha dela, não solucionado, e que para isso aluga três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente, a própria Mildred e o delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.

Outro filme brasileiro na lista é “Benzinho”, filme de 2018. O primogênito de uma família é convidado para jogar handebol na Alemanha e lança a mãe (Karine Teles) em uma espiral de sentimentos. Além de ajudar a problemática irmã (Adriana Esteves), ela lida com as instabilidades do marido (Otávio Müller) e se desdobra para dar atenção aos outros filhos. Então, percebe que terá de enfrentar a partida do filho, antes de estar preparada para isso.

“A Escolha de Sofia” deu o primeiro Oscar de Melhor Atriz a Meryl Streep, em 1983. Sofia (Streep) sobreviveu a campos de concentração nazistas, mas não encontra uma razão para viver em Nathan, um judeu americano brilhante e obcecado pelo Holocausto. A felicidade dos dois é ameaçada pelos fantasmas do passado dela e uma decisão terrível que ela teve que fazer.

“Mãe”, filme de 2017, mostra um casal que mora em um imenso casarão no campo. Enquanto ela (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o lugar, o marido (Javier Bardem), mais velho, tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever poemas que o tornaram famoso. Os dias calmos se transformam com a chegada de visitantes que se impõem à rotina do casal e escondem suas verdadeiras intenções.

“O Bebê de Rosemary” é um filme de 1969, com a história do jovem casal, Rosemary (Mia Farrow) e Guy Woodhouse (John Cassavetes), que se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas, onde coisas bizarras acontecem. Quando ela engravida, passa a ter estranhas alucinações e vê o marido se envolver com os vizinhos. O resultado de tudo é se Rosemary vai aceitar o bebê que acaba de chegar.

 

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