Terapia ocupacional

Especialista alerta para treinamento de atividades cotidianas das crianças durante o distanciamento

O distanciamento social em combate ao novo Coronavírus (Covid-19) mudou bruscamente a rotina das crianças, que estão vivenciando uma ruptura em relação ao desenvolvimento de atividades rotineiras, como ir à escola, brincar no parquinho, passear, além da impossibilidade de visitar os avós, entre outras limitações referentes ao período.

Segundo o terapeuta ocupacional do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), Raphael Gomes, apesar de todas a limitações, há um lado positivo deste momento, já que a maioria dos pais encontram-se com tempo e disponibilidade para participarem e prosseguirem com a realização do seguimento das orientações e treino de atividades cotidianas. Uma destas atividades é o uso do vaso sanitário com o processo de desfralde.

Raphael Gomes: apesar de todas a limitações, há um lado positivo deste momento.

O desfralde é uma importante fase na vida da criança e dos pais; por isso, é essencial que se respeite o tempo individual para que seja um período livre de traumas. É um dos primeiros passos rumo à autonomia, além de um momento de descobertas, tanto de suas capacidades, como do seu próprio corpo.

“O desfralde é uma importante fase na vida da criança e dos pais, sendo uma Atividade de Vida Diária (AVD). É um dos primórdios rumo à autonomia, além de um momento de descobertas, tanto de suas capacidades como do seu próprio corpo, tendo como princípios: a aquisição de autonomia, consciência corporal, amadurecimento e autocontrole”, ressaltou Gomes.

O terapeuta ocupacional enfatiza que o processo de desfralde de uma criança com desenvolvimento é atípico, por isso, é importante lembrar da questão da maturação dos sistemas que comandam todo o processo para inserção do desfralde.

“O descontrole desse processo só deve ser avaliado como algo fora do normal a partir dos 5 anos, quando finalmente os controles encontram-se amadurecidos no córtex cerebral, como por exemplo: quando a criança mostra sinal de incômodo com a fralda (fica tentando tirar ou recusa que seja colocada), uma explicação do que deve acontecer para que ela não a use mais é suficiente. A criança sente curiosidade em ver o que os adultos fazem no banheiro, caso não seja incômodo para estes, é importante permitir que ela veja e descreva o que aconteceu acerca dos processos fisiológicos”, orienta o terapeuta ocupacional.

Atendimento - Os usuários podem ter acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, acolhido pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminhará à regulação Estadual, onde o pedido será analisado conforme perfil do usuário, através do Sistema de Regulação -SISREG. É importante ressaltar que não há atendimento espontâneo ou qualquer tipo de inscrição ou cadastramento no CIIR.

Serviço: O CIIR funciona em um prédio na Rodovia Arthur Bernardes, 1000. Mais informações: 4042-2157/58/59.

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