Dança comigo?

Dançar em casa alivia efeitos do tratamento do câncer

A terapia, estudada por pesquisadora da UNINASSAU Belém, é uma alternativa positiva em dias de distanciamento social

Pacientes oncológicos podem ter a dança como aliada no tratamento da doença. É que esse tipo de terapia contribui para diversos estímulos e trazem benefícios, físicos e emocionais. Mesmo em tempo de lockdown, bloqueio total de atividades não essenciais para conter o avanço do novo coronavírus, os exercícios devem ser feitos em casa. Pesquisadora comprova cientificamente a garantia da qualidade de vida, diminuição nas dores, da ansiedade e da fadiga.

A professora do curso de Educação Física da Faculdade UNINASSAU Belém, Mariela Maneschy, doutoranda em ciência do movimento humano, estuda a importância da dança com mulheres vítimas de câncer há mais de 12 anos. Ela fez parte do primeiro grupo de pesquisa em exercício físico para pacientes oncológicos do Brasil, desenvolvido no Rio de Janeiro, em 2008. O resultado das observações - em mais de uma década - mostraram que as pacientes que tinham a terapia por meio de ritmos dançantes apresentaram melhora imunológica e, consequentemente, resposta positiva ao tratamento.

"Temos registrado em várias pesquisas de como a dança melhora a condição clínica geral da paciente. Essa terapia ajuda no desconforto, limitações e efeitos adversos da doença e do tratamento. Por exemplo, a dor, a fadiga, o inchaço, a ansiedade, dentre outros. E neste período de isolamento social a importância só aumenta, pois essas pacientes estão ainda em fase de tratamento e sem poder frequentar academias, já que estão fechadas. Sem contar de não estarem em contato com outras pessoas para receberem o suporte afetivo necessário para enfrentar esta situação delicada", lembra a docente, Mariela Maneschy.

Palestra On-line

Como proposta de difundir o assunto e explicar um pouco as funcionalidades da prática, a docente montou uma palestra on-line, nesta sexta-feira (22), no perfil da UNINASSAU Belém (@uninassau.pa), às 17h. A atividade é gratuita e mediada pela professora da Instituição, Martha Souza. Entre os assuntos organizados estão os aspectos relacionados à dança para pacientes oncológicos; o que existe registrado em literatura; evidências comprovadas; lacunas do conhecimento e os benefícios desta prática.  A live é aberta ao público e para receber certificado, basta se inscrever no extensao.uninassau.edu.br.

 

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Dança Educação Física Oncologia Saúde

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