DESAFIO

No Dia Municipal do Trabalhador da Saúde, profissionais relatam a importância do servir

Nesta segunda-feira, 01 de junho, se comemora o Dia Municipal do Trabalhador da Saúde, instituído pela Lei 8.501/2006, e o Dia Municipal do Farmacêutico, criado pela Lei 8.738/2010. Atualmente, estes profissionais têm encarado rotinas exaustivas, em que o foco é orientar e cuidar de pacientes num momento em que o mundo vive uma pandemia causada pelo novo Coronavírus.

Esses profissionais têm papel fundamental na linha de frente do combate à Covid-19, contribuindo para garantir a segurança e o tratamento adequado aos pacientes, o abastecimento de medicamentos, o controle de infecção hospitalar, dentre outras atribuições inerentes às especialidades. Renato Cavalcante, chefe da Divisão de Drogas e Medicamentos da Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), órgão da Prefeitura de Belém, diz que ser farmacêutico vai muito além de estar atrás de um balcão ou manipular medicamentos. “É fazer parte de uma equipe com outros profissionais da saúde e ter dedicação e sabedoria para cuidar de problemas e de doenças que aparecem no decorrer da história. É preparar soluções, saber orientar, é ser um agente da saúde, fiscalizando com amor os serviços prestados”, disse.

Atuando na Sesma há dois anos, o gestor conta que os servidores da Divisão estão na luta contra a Covid-19 com campanhas educativas em drogarias, farmácias, aeroportos, feiras, terminais hidroviários e rodoviários, hospitais, além da fiscalização de estabelecimentos que estejam causando aglomerações, em um trabalho em parceria com a Guarda Municipal de Belém (GMB). “Nosso grande desafio é conscientizar a população sobre o quanto é importante cumprir todos os protocolos do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a fim de se evitar um maior número de contaminação por este vírus”, diz Renato.

O servir também é um ato inerente à infectologista Gerusa Ninos, que atua há 13 anos no Hospital Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti (Umarizal). Ela conta que ainda que os profissionais da saúde estejam vivenciando momentos de medo e de angústia, o papel dela, como servidora, é o de sempre pensar no próximo.

“Vivenciamos dias trágicos, desoladores e de pânico, que geram angústia e ansiedade, principalmente por conta do medo de nos contaminarmos e contaminarmos nossos familiares. Mas temos fé e perseverança de que, muito em breve, à luz da ciência, teremos a cura, seja por meio de uma terapêutica medicamentosa específica para esse vírus ou a descoberta de uma vacina”, diz Gerusa.

O desafio diário da profissão não está somente em prevenir e tratar doenças infecto-contagiosas. É uma especialidade médica com área de atuação também em imunizações, controle de infecção hospitalar, oncohematologia (transplantes) e medicina do viajante. E hoje é também o responsável, junto a outros profissionais da saúde, por levar a esperança de que o vírus será derrotado. “Enquanto servidora e trabalhadora da saúde, acredito que ‘não existe noite longa que não encontre o dia’, como dizia Shakespeare”, confia a médica.

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