Legado

Emaús ratifica continuidade dos ideais de Padre Bruno Sechi

Teste de Covid-19 foi positivo, mas o sacerdote estava bem de saúde. Causa morte foi dada como causa natural ou “desconhecida” conforme laudo.

A Associação República de Emaús divulgou nesta segunda-feira (1º) a causa da morte do padre Bruno Sechi, ocorrida sexta-feira, dia 29 de maio. Segundo o documento emitido pela UPA Marambaia, para onde o sacerdote foi encaminhado, padre Bruno faleceu de “causa desconhecida” ou natural.

Mantendo-se em isolamento desde o início da pandemia em Belém, o padre apresentou alguns sintomas no mês de abril, mas não foi preciso ser internado. No dia 19 de maio, ele fez o teste e recebeu o resultado na sexta-feira dia 29, que confirmou a infecção pelo coronavírus, mas já estava curado e em bom estado de saúde, conforme atestou um médico amigo dele, que analisou o laudo. O exame demonstrou excelente recuperação, com elevação do IGM e imunidade alta”. O exame atesta que a pessoa possui anticorpos). Padre Bruno Sechi não tinha patologias que eventualmente contribuísse para agravar seu estado de saúde. Ele próprio comunicou a vários membros da Instituição o resultado do exame: “Sorologia atestou que adquiri a Covid-19, e estou com a doença”. E acrescentou que não sentia mais nenhum sintoma, e que estava muito bem.

A coordenação do Movimento de Emaús informa que ele estava sendo assistido e seu estado de saúde estava sendo monitorado desde que apresentou sintomas de Covid 19. Na sexta-feira, ele estava feliz com o resultado do exame. “Tenho imunidade alta e o organismo reagiu muito bem” – disse o sacerdote em rede social.

Padre Bruno Sechi completaria 81 anos em 31 de julho. Em 2018, ele festejou 50 anos de sacerdócio. Fundador da República do Pequeno Vendedor em 1970, ele já não ocupava cargo executivo, mas era o orientador do Conselho Geral e do Colegiado Executivo do Movimento.

Pedro Bruno foi encontrado desfalecido no escritório de sua residência por um segurança, que o socorreu de imediato. Passado o impacto, a República de Emaús lamenta profundamente o súbito falecimento do seu fundador. Ao ratificar os ideais de padre Bruno Sechi, em defesa de crianças e adolescentes, a instituição e seus familiares (residentes na Itália) agradecem as inúmeras manifestações de solidariedade e apoio recebidas de autoridades, colaboradores e simpatizantes do Movimento em vários lugares do Brasil e do mundo. 

O slogan da Instituição - “Por uma Solidariedade que Transforme” – sintetiza o amplo conceito que rege suas atividades desde a fundação da República do Pequeno Vendedor, há 50 anos. Hoje, a entidade espelha-se no “Sistema de Garantias dos Direitos Infanto-juvenis”, que contempla a Promoção, Defesa e Controle social dos Direitos de Crianças e Jovens.

Esses três eixos sustentam os compromissos com a educação, a arte e o mundo do trabalho - “capazes de garantir uma vida digna para Crianças e Jovens que, na prática, se materializam em atividades de promoção e socialização” diz Cleice Maciel, atual coordenadora executiva da associação.

Atualmente, o Movimento República de Emaús atende crianças e jovens, por meio de educação não formal e cursos livres de música, teatro, dança, pintura e atividades produtivas e de profissionalização, assistência jurídico-social e mobilização da sociedade.

A manutenção do Movimento de Emaús sempre foi um desafio e permanecerá contando com o apoio e a solidariedade de todos. “A partida de seu Idealizador nos fortalece e transforma esse desafio em um compromisso ainda maior. E a frase recorrente de padre Bruno se m anterá viva: ‘Jamais nos deixem perder a esperança!’ " – diz a coordenadora.

Texto: Nélio Palheta

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