ALIMENTAÇÃO

Secon e Dieese apontam aumento no preço do pescado durante a pandemia

A alimentação no Brasil voltou a ficar mais cara no mês de maio, fato que se refletiu também no valor do peixe comercializado nos mercados municipais de Belém. Estudo sobre o comportamento dos preços do pescado na capital foi divulgado nesta sexta-feira, 12, pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
“Mesmo tendo a inflação caído no mês de maio, principalmente do petróleo para combustível por conta da queda dos mercados internacionais, a cesta básica e os demais produtos alimentícios apresentaram alta, comum da sazonalidade”, explicou o supervisor técnico do Dieese no Pará, Roberto Sena.

As elevações de preços mais expressivas do pescado no mês de maio, segundo a pesquisa da Secon e do Dieese, foram do cação, com alta de 11,88%; seguido do aracu, com elevação de 11,82%; tamuatá, com 9,46%; sarda, 9,16%; pescada amarela, 9,14%; camurim, 7,16%; mapará, 6,97%; arraia, 5,82%; cangata, 5,06%; filhote, 4,60%; traíra, 4,40%; tucunaré, 3,11%; corvina, 2,64%; cachorro de padre, 2,49%; surubim, 2,10%; dourada, 1,34%; e peixe pedra, com alta de 1,17%.

O levantamento revelou ainda alta de preços na maioria do pescado comercializado nos mercados municipais de Belém nos cinco primeiros meses do ano, de janeiro a maio, e também nas trajetórias dos doze últimos meses, de maio de 2019 a maio de 2020.

Quedas - “Apesar do aumento de preço do peixe, também em decorrência das águas altas e entressafras do produto, algumas espécies apresentaram quedas de preços no mês de maio, podendo ser consumidas de maneira alternativa pelos belenenses, que têm o privilégio de encontrar uma variedade de peixes regionais”, enfatizou o secretário municipal de economia, Rosivaldo Batista.

Os peixes que apresentaram baixas de valor no mês de maio, segundo a pesquisa da Secon e do Dieese, foram uritinga, com recuo de 7,25%; pacu, com queda de 5,54% no preço; tambaqui, com -4,90%; pescada branca, -4,93%; peixe serra, -4,30%; curimatã, -3,91%; xaréu, -3,15%; pescada gó, -2,63%; gurijuba, -1,94%; e tainha, com queda de 1,66% no preço.

No balanço dos cinco primeiros meses do ano, as espécies com quedas mais expressivas de preço foram o cachorro de padre, -18,60%; curimatã, -7,16%; mapará, -6,39%; camurim, -6,11%; pacu, -4,99%; e peixe serra, com queda de 1,44%.

Já na análise da trajetória dos últimos doze meses, os peixes comercializados nos mercados municipais de Belém que apresentaram reduções de preços foram a traíra, com queda acumulada de 32,21%; seguida do peixe pedra, com queda de 16,32%; curimatã, -13,06%; pacu, -10,69%; cação, -8,56%; cachorro de padre, -6,25%; cangatá, -6,20%; uritinga, -5,21%; pescada gó, -3,75%; e mapará, com queda de 2,62%.

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