Solidariedade

Ator faz campanha em rede social pra comprar um carro de sorvete

(Foto: Reprodução/Facebook)

Um pedido inusitado viralizou nas redes sociais de Belém, do ator Eli Chaves, que é um conhecido militante do teatro de rua no bairro da Terra Firme onde coordena o Projeto Teatro Ribalta e trabalha no seu cotidiano vendendo sorvetes caracterizado como o Palhaço Lelé nas ruas do bairro.

O post chamou atenção com a seguinte frase: “Um carrinho de sorvete novo custa 1300 e eu tenho 1288 amigos no facebook, Quem pode me ajudar?” A partir daí começou uma mobilização instantânea na sua rede com compartilhamentos e depósitos começaram a ser realizados e postados nos comentários de seu perfil.

A motivação para fazer a postagem é pela dificuldade natural de todo autônomo que precisa sobreviver na pandemia e como ele conseguiu autorização pra vender seu sorvete em um condomínio fechado, precisaria de um carrinho, daí veio a ideia de fazer uma campanha com os amigos nas redes sociais.

Projeto Teatro Ribalta virou filme

Eli Chaves descobriu o teatro há cerca de 35 anos com o mestre de cultura Otávio Freire, que foi quem despertou nele a paixão pelo teatro, Eli Chaves mantém o Projeto Teatro Ribalta funcionando em sua casa na Terra Firme há cerca de 10 anos e sua história ganhou as telas do cinema em outubro de 2016, quando virou tema do filme documentário  “Paradoxos, Paixões e Terra Firme”, do diretor Adriano Barroso, que relata no filme o cotidiano do trabalho de produção do grupo para encenar a peça Paixão de Cristo nas ruas do bairro, o filme mostra como o projeto social atrai jovens e crianças e como a comunidade se envolve em todo processo colaborativo. Assim como traz as reflexões do diretor Otávio Freire que há 40 anos escreve e encena espetáculos na periferia de Belém!

Link do Filme Paradoxos, Paixões e Terra Firme: https://vimeo.com/251910732  

O grupo de teatro perdeu tudo numa enchente

Eli relata que no natal de 2016 quase tudo que o grupo tinha foi perdido numa enchente, iluminação, som, computador, praticamente tudo a água levou ou foi destruído. Mas mesmo diante de toda adversidade os planos são de montar uma sede própria para o grupo no bairro e de forma determinada Eli declara:

“Eu criei gosto pela arte e isso eu uso pra todas as coisas que eu faço,  pra  mim é uma grande satisfação ser artista e fazer teatro, a minha missão é transformar vidas através do teatro, essa é a ferramenta de transformação social que eu uso pra vida! A minha missão é transformar vidas por meio do teatro”


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