VIRTUAL

Semec adere à campanha de conscientização do Dia Nacional de Combate ao trabalho Infantil

Nesta sexta-feira, 12, data em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) aderiu à campanha virtual da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que busca mobilizar a sociedade para o debate com a publicação de cartazes com frases reflexivas para ajudar na luta pela erradicação do trabalho infantil.

O Centro de Formação de Professores (CFP) vinculado à Semec, que desde o início do ano tem trabalhado esta temática com diretores e coordenadores, agora incentiva professores e alunos para aderir à campanha e declarar uma mensagem de alerta sobre as consequências do trabalho infantil, com o compartilhamento nas redes sociais, e tem desenvolvido atividades pedagógicas por meio de brincadeiras, vídeos e desenhos. Estão disponíveis 12 opções de cartazes com as mensagens de combate ao trabalho infantil, para compartilhamento.

A frase tema da campanha este ano é “Covid-19: agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil”, que alerta para o risco de crescimento do trabalho infantil motivado pelos impactos da pandemia do novo coronavírus. 

A Semec busca fortalecer, em diversos projetos da instituição, projetos que assegurem os direitos da criança e do adolescente. “Devemos proteger as nossas crianças e adolescentes todos os dias, orientando as crianças e comunidade escolar. Por isso, são muito importantes as formações em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), pois o trabalho precoce causa inúmeros prejuízos a elas”, destaca Karina Bordalo, coordenadora do CFP.

A coordenadora informou ainda, que foi produzido um vídeo com todas as postagens feitas pelas escolas, que estão identificadas com as hastags #belemcontraotrabalhoinfantil, #brasilsemtrabalhoinfantil, #naoaotrabalhoinfantil, #chegadetrabalhoinfantil que é possível acompanhar pelo endereço eletrônico expertiseemalfabetização.blog.spot.com

Adesão - Na rede municipal de ensino, muitos professores e alunos já estão participando da campanha. Silvia Queiroz, diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Maria Lúcia Oliveira Monteiro, localizada no Tenoné, recorda da formação que recebeu e a importância para fazer uso na prática.

“Sinto mais segurança para responder e resolver situações que envolvem o trabalho infantil. É preciso olhar o trabalho infantil como um problema de todos, é não somente das famílias de baixa renda. Isso deve ser combatido em suas diversas instâncias como a governamental, através de leis, fiscalização, acesso à educação e orientação por nós, educadores. Assim como pela sociedade, empresas e setores informais que muitas vezes utilizam dessa mão de obra”, afirma a diretora Silvia Queiroz.

O tema foi abordado na escola Professora Maria Lúcia através de uma campanha virtual. Os debates e orientações ocorreram pelo WhatsApp, com videoaulas sobre o tema; leituras de poemas, músicas e livros infantis, e, também, produção de vídeos feitos por alunos sobre o tema, construção de cartazes e frases.

Histórico - A Escola Municipal de Ensino Fundamental Santana do Aurá, é o porto seguro de filhos de famílias remanescentes do antigo lixão do Aurá, onde ainda há pais que levam os filhos para ajudar na coleta do lixo. Para combater esta prática, a escola desenvolve algumas ações como reuniões com os pais para esclarecer os perigos desse ato; promove projetos como o reforço escolar no contra turno, em parceria com o Tribunal de Justiça do Pará (TJP); incentiva a prática de esportes em parceria com o Programa Forças no Esporte, do Governo Federal; incentiva a participação dos alunos no projeto Escola da Vida, em parceria com o Corpo de Bombeiros do Pará e no projeto Capoeira na Escola.

“Apesar do grande envolvimento e parceria da escola e família, é de nosso conhecimento que muitas crianças ainda são levadas pelos próprios pais para ajudar na coleta de lixo, de onde conseguem a contribuição financeira para manter, com muita dificuldade, sua família. A campanha Direito de Ser Criança e Adolescente está sendo desenvolvida de forma remota neste momento de pandemia. Mas, diariamente buscamos combater esta problemática junto à comunidade local, oferecendo uma educação de qualidade para todos e valorizando cada criança dessa comunidade periférica de Belém”, declara Maria do Perpetuo Socorro, diretora da escola. 

Apoio – O projeto Direito de Ser Criança e Adolescente, da Semec, recebe o apoio do Ministério do Trabalho do Pará e Amapá.
 

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