CURVA EM DECLÍNIO

Estudo do Governo do Pará confirma tendência de queda nos casos de Covid-19

Em oito regiões há redução nos registros da doença, mas a Sespa alerta que ainda é preciso manter todas as medidas de prevenção ao contágio

O Governo do Pará divulgou na última terça-feira (16) um comparativo dos casos de Covid-19 registrados no Estado em oito regiões. Em todas há queda nos registros, inclusive nas que já iniciaram o retorno às atividades econômicas: Araguaia, Metropolitana de Belém, Marajó Oriental e Baixo Tocantins. Os dados indicam dois momentos: No primeiro período, que considerou o intervalo entre os dias 13 e 26 de maio, foram confirmados 20.749 casos de Covid-19. Já no período entre 27 de maio e 09 de junho o número caiu para 7.158 casos, uma redução de 66% das incidências da doença.

“Em todas as oito regiões estudadas pelo Governo do Estado teve decréscimo de casos confirmados da Covid-19. Esses dados nós utilizamos para fazer os estudos e dar base ao relatório do ‘Retoma Pará’, que é feito quinzenalmente. Os números não estão crescendo, o que mais uma vez reforça a nossa tese de que está em tendência de queda”, afirmou Gustavo Costa, diretor de Desenvolvimento de Sistemas da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa).

As duas regiões que tiveram flexibilização nas atividades foram Araguaia e o grupo formado pela Metropolitana de Belém, Marajó Oriental e Baixo Tocantins. A região Araguaia apresentou 1.114 casos de Covid-19 no primeiro intervalo (13 a 26/05) e 742, no segundo (27/05 a 09/06), indicando uma redução de 34%. Já no grupo da Região Metropolitana de Belém, Marajó Oriental e Baixo Tocantins foram confirmados 6.344 casos no primeiro período, e 2.087 no segundo, o equivalente a uma queda de 67% nos registros.

Para Amiraldo Pinheiro, diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a queda nos casos da doença vem sendo sinalizada desde a segunda quinzena de abril. “Isso vem sendo demonstrado a partir das notificações que diminuíram, e também na própria ocorrência de óbitos. Uma curva que declina a partir desse período. Além disso, a gente também tem observado uma melhoria na disponibilidade de leitos - de UTI, principalmente - à medida que os casos diminuem, caem também os casos graves e evidentemente o número de óbitos. Nós temos também uma melhoria na oferta de leitos de UTI. Então, tudo isso em conjunto nos aponta que estamos realmente saindo da fase mais delicada de ocorrência de casos de Covid-19 no Estado do Pará”, ressaltou Amiraldo Pinheiro.

Prudência – O diretor da Sespa destacou que a melhoria na ocorrência de casos e oferta de leitos não significa que se deve diminuir, e muito menos ignorar, as medidas de prevenção - confinamento, uso de máscaras e toda a higienização necessária para evitar o contágio pelo novo coronavírus. 

“Ainda temos muita gente suscetível, que não contraiu a doença. Temos 8,5 milhões de habitantes no Estado do Pará e temos notificados aproximadamente 70 mil casos. Mesmo que haja subnotificação, temos muito menos de 10% de pessoas que supostamente contraíram a doença. Temos que retomar as atividades econômicas e devemos continuar com todos os cuidados preventivos, conforme o Governo do Estado vai orientando esse processo”, frisou Amiraldo Pinheiro.

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