PNAD COVID19
As entrevistas por telefone da PNAD Covid duram, aproximadamente, 10 minutos – Foto: Marcelo Lima/IBGE (Foto: Divulgação)
O IBGE Pará, com o objetivo de monitorar os impactos do Coronavírus na saúde das famílias e no mercado de trabalho, ligou para 6.200 domicílios durante o mês de maio. Os moradores foram perguntados sobre o aparecimento de sintomas gripais (associados ao Coronavírus), sobre a renda e as condições de trabalho durante a pandemia e sobre o afastamento social.
Indicadores de Saúde
A PNAD COVID19 apontou que 1,8 milhões dos residentes no estado apresentaram algum sintoma relacionado à Covid 19, o que equivale a 21% da população. Destes, apenas 22% (ou 404 mil) procuraram um estabelecimento de saúde, os outros 78% (ou 1,4 milhões) optaram por não procurar.
Entre os entrevistados, 84,8% declararam não ter plano de saúde médico.
Nos domicílios pesquisados, 25,3% tinham algum idoso. Em quase 22% dos lares com idosos, algum morador havia apresentado sintoma gripal. Já nos lares sem idosos, o percentual de pessoas que apresentaram algum sintoma foi de 78,1%.
Indicadores de Trabalho
Em maio, a taxa de desocupação no Pará foi de 10,8% (362 mil pessoas). Ainda nesse período, cerca de 941 mil pessoas não conseguiram procurar emprego por causa da pandemia de Covid-19 ou por falta de oportunidade na região em que vivem.
No total de ocupados (2,9 milhões), 5,7% (113 mil) declararam estar realizando o trabalho de forma remota.
Entre os ocupados no estado, pouco mais de 33% (852 mil pessoas) estavam afastados do trabalho por conta do distanciamento social, (151 mil se afastaram por outros motivos) e os 66% restantes continuavam trabalhando. Entre os que foram afastados, mais da metade (54,7%) deixou de receber remuneração.
Já a taxa de informalidade registrada no período foi de 51% (1,5 milhões), o que significa que mais da metade dos que estavam em atividade trabalhava informalmente.
O número médio de horas trabalhadas caiu durante a pandemia. O paraense, que em média gastava 38h trabalhando, passou a gastar 22h. O índice de queda foi maior entre as mulheres, que efetivamente trabalharam 18h a menos do que era habitual.
Também houve redução na remuneração de 1,1 milhão de pessoas, que apontaram ter recebido menos do que recebiam normalmente. O rendimento médio normalmente recebido pelos residentes no estado, estimado em R$ 1.746, foi reduzido para R$ 1.420.
Mais da metade (58,7%) dos domicílios contaram com o recebimento do auxílio emergencial para complementar a renda.
Mais informações podem ser consultadas na Agência de Notícias do IBGE, com resultados por Grandes Regiões.
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