Homenagem

Profissionais que venceram a Covid-19 recebem homenagens no retorno ao Hospital Oncológico Infantil

Mudas de plantas foram entregues aos profissionais como símbolo da vida. A ação faz parte do programa de sustentabilidade da unidade e será expandida para crianças que terminarem o tratamento contra o câncer.

Referência no tratamento de crianças e adolescentes com câncer no Pará, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, iniciou a semana com uma homenagem aos seus colaboradores que venceram o novo coronavírus (Covid-19). Com tantas incertezas sobre a doença, para quem está na linha de frente do combate da doença, o retorno ao trabalho é sinônimo de um recomeço.

Em homenagens a esse momento de retorno, o hospital distribuiu mudas de plantas aos seus colaboradores. As mudas fazem parte do projeto Semear, voltado para sustentabilidade. O Oncológico Infantil Octávio Lobo, gerenciado pela Pró-Saúde, entrega as mudas em latas de leite em pó personalizadas com pinturas e desenhos. As latas foram reaproveitadas após o uso pelo Serviço de Nutrição e Dietética.

Janilda Gouvêa, de 49 anos, auxiliar de higiene e limpeza desde a inauguração do Hospital, em 2015, foi uma das homenageadas. Para ela, o presente tem uma simbologia especial, uma nova chance de vida. “Eu tive a doença, e foi muito difícil, às vezes achei que não ia conseguir. Ficar longe da minha mãe e dos meus filhos foi doloroso também. Mas eu me recuperei, hoje estou aqui, junto com outras pessoas que também se recuperaram, e todos nós tivemos uma segunda chance e vencemos essa doença”, disse.

A analista de sustentabilidade do Oncológico Infantil, Beatriz Garcia, ressalta que a homenagem foi uma forma diferente que o hospital encontrou de demonstrar a gratidão pela saúde dos colaboradores. “Diariamente nossos colaboradores semeiam amor. Para alguns deles foi necessário recomeçar e é bom tê-los novamente, agora com raízes mais fortalecidas”, explica Beatriz.

Ainda no lançamento do projeto Semear, os colaboradores receberam também brindes embalados em papel reciclável, e puderam escrever boas práticas de sustentabilidade para colocar na árvore sustentável do Semear. Todo o material utilizado na ação foi produzido com materiais reutilizáveis, como papelão, rolos de papel higiênico, pastas de papel com avaria, barbantes, entre outros.

A ação também foi uma forma de alertar para a importância de ações de sustentabilidade na pandemia, seguindo a linha de discussões proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU). “A ONU tem ampliado discussões sobre as consequências da degradação do meio ambiente e o surgimento de diferentes tipos de vírus. Por isso, é importante conscientizar e estimular boas ações nesse momento como o reaproveitamento de recicláveis e com a doação, que impacta positivamente na biodiversidade”, complementa a analista.

Para Viviane Lesses, Gerente de Qualidade da unidade, o projeto Semear traz uma reflexão sobre o valor da vida. “As plantas significam o renascimento, o semear de um novo dia, uma nova história que nossos profissionais podem contar. Queremos que essa mensagem seja propagada dentro e fora do hospital. Será também uma forma de disseminarmos a mensagem de esperança e de acolhimento aos nossos pacientes na sua alta. Quando eu cuido do meio ambiente, eu cuido do outro”, afirma.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

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