Cuidado

Mitos e verdades sobre os animais de estimação e os efeitos da pandemia de covid-19

Com a chegada do novo coronavírus os animais também sofrem com o abandono e maus tratos pela falta de informação.

Os efeitos causados pela pandemia também atingiram os animais. O surgimento da doença e a desinformação levaram ao aumento de casos de abandono e maus tratos de cães e gatos. Para Byancka D’Lavor — Presidente da Associação dos Amigos e Protetores dos Animais e do Meio Ambiente (APAMA) de Parauapebas, interior do Pará, o crime se tornou cada dia mais comum.

“Nós que atuamos diretamente na causa animal, seja no interior do estado ou por todo o Brasil, buscamos reverter essa situação, principalmente neste período de pandemia, onde percebemos um aumento nos abandonos e resgates de animais das ruas” Destacou Byancka D'Lavor.

Por acreditarem que o animal também pode adquirir covid-19 ou transmiti-la, as pessoas preferem abandona-los a própria sorte, mito que tem aumento o número de animais circulando nas ruas. Outro fator que pode ter contribuindo para esse aumento, tem a ver com a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, por não ter condições de manter o animal, muitos encontram no abandono à saída para a solução do problema. Nesse processo de isolamento social as instituições que atuam na causa, tem buscado cada vez mais garantir a conscientização da comunidade para os cuidados e garantia dos bichinhos de estimação sejam mantidos pelos donos.

Quem atua na proteção e defesa dos animais garante que os abrigos e os lares temporários estão cada dia mais, amarotados, pois, a procura para adotar um animal ainda é pouca diante do desafio de coibir o abandono.

“Todos os dias colocamos um animal para a adoção. Para isso realizamos uma triagem com as informações do adotante, para assim evitarmos que daqui a uns dias esse cão ou gato voltem para rua.” Frisou a Presidente da APAMA.


Doação e adoção

Uma série de fatores contribuiu para a queda nas adoções, entre eles a suspensão das feiras de adoção, declínio da renda, insegurança com a situação financeira do país e doações. Contudo, algumas adoções ocorreram por parte de pessoas que não estavam planejando devido ao sentimento de solidão.

Por outro lado, o isolamento social trouxe um sentimento de vazio na vida de algumas pessoas, elas estão entre os grupos que não adotariam animais, mas que mudaram de ideia com a chegada da pandemia.

De acordo com Médico Veterinário Bruno de Cassio Barros — Doutor em Virologia pelo Instituto Evandro Chagas segundo a Organização Mundial de Saúde Animal, não há evidências de que os animais estejam desempenhando um papel epidemiológico significativo na disseminação de infecções humanas pelo novo coronavírus. Ele reforça ainda “No entanto, como animais e pessoas às vezes compartilham doenças, é recomendável que a população com suspeitas ou confirmadas de infecção limitem o contato com estes animais”.

Ainda segundo o médico veterinário há casos de pets que pegaram Covid-19, mas não o contrário. Assim, neste momento, a maior preocupação é mesmo com o bicho. “Sabemos que boa parte das pessoas vai ser assintomática e não irá apresentar sintomas, ou seja, não vai ter tosse, espirro, então pedimos para que essas pessoas higienizem mais as mãos antes de pegar nos seus pets, evitar ao máximo tocar nos animais e, sempre que possível, evitar deixa-los em ambientes muito fechados, onde não há corrente de ar. Essa é uma maneira de tentar protegê-los.” Frisou o mesmo.

O médico orienta ainda caso a pessoa esteja sintomático, é melhor manter distância dos animais. “Nesse primeiro momento, o ideal é que outra pessoa da família cuide do pet. Caso não seja possível, ao cuidar do animal devem-se higienizar bem as mãos e usar máscara justamente para evitar que se transmita o vírus ao animal de estimação.”

As recomendações são importantes, já que o coronavírus é um gênero de vírus muito comum em animais. “Ele veio de animais, a princípio morcegos, cobras, já teve casos de dromedários e camelos, e esse gênero é passível de contaminar animais, nesse caso, cachorros, gatos e pets”, ressalta Drº Bruno. Ele reforça ainda que “Existe sim uma chance de, posteriormente, esses animais ficarem doentes, serem transmissores, mas ainda não há evidências de transmissão de animais domésticos para pessoas. De início, a transmissão é apenas de humano a humano. Existem estudos espalhados mundialmente que tentam afirmar que o vírus e capaz de se replicar em felinos.” Ressaltou.


 

Tags

Coronavírus Saúde animal

Comentários

*Os comentários não representam a opinião do site, a responsabilidade é do autor da mensagem.


  • in this conversation
      Media preview placeholder