ASSISTÊNCIA

Espaço de Acolhimento Euclides Coelho garante direitos de crianças em vulnerabilidade social

"O espaço de acolhimento, apesar de ser um local institucional, é um local de afeto. Nosso trabalho é para contribuir para que os direitos violados das crianças possam ser garantidos, e que elas possam retornar para a convivência com a família, de forma positiva. Aqui é um espaço de cuidado e amor", afirma a assistente social, Ana Wládia, referindo-se ao papel do Espaço de Acolhimento Euclides Coelho, da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), órgão vinculado à Prefeitura de Belém.

No espaço, são atendidas crianças de 0 a seis anos, em situação de vulnerabilidade social, garantindo os direitos previstos em lei pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Inaugurado em dezembro de 1993, o abrigo é responsável pelo acolhimento Institucional de crianças com perfil de atendimento misto, inclusive grupo de irmãos. 

O abrigo é destinado a indivíduos com vínculos familiares rompidos ou fragilizados, afim de garantir proteção integral. Antes, o abrigo assistia crianças de sete a 12 anos, do sexo masculino. Em 2015, na gestão do Prefeito Zenaldo Coutinho, ocorreu a municipalização do serviço de acolhimento institucional para crianças na faixa etária de 0 a seis anos, tradicionalmente desenvolvido pela esfera estadual. Nesses novos moldes, o espaço foi inaugurado em 19 de agosto de 2015, como parte da Agenda Belém 400 anos, sendo alocado em imóvel com infraestrutura e equipamentos adequados à faixa etária, garantindo atenção humanizada às crianças.     

Acolhimento - O abrigo funciona 24 horas, inclusive aos sábados, domingos e feriados, para proporcionar acolhimento até que seja possível o retorno à família de origem ou a uma família substituta. A capacidade de atendimento do Espaço de Acolhimento Euclides Coelho é de 20 crianças, do sexo masculino e feminino. Atualmente, seis crianças vivem no local e outras três, que estão em convivência familiar, são acompanhadas pela equipe de profissionais do abrigo.

"O abrigo é de extrema importância a partir do momento em que a família daquela criança não tem a estrutura adequada para ficar com ela, então, a partir do momento em que essas crianças vêm para cá, a família também é encaminhada para ser atendida em outros órgãos, para ser feito o trabalho de aproximação com as crianças, e outros atendimentos", explica a coordenadora do local, Iraneide Pereira. 

Atendimento humanizado - "São os mais diversos motivos que trazem as crianças para cá, desde o abandono, até a violência sexual ou maus-tratos. Um diferencial do nosso espaço é o atendimento personalizado, no sentido de acompanhar o desenvolvimento de uma forma mais atenta às limitações que alguma criança apresente, por exemplo, uma criança que tenha dificuldade com determinado alimento, nós construímos uma estratégia para que, mesmo com aquela dificuldade, essa criança se alimente e se desenvolva normalmente", destaca Ana Wládia.

Durante a Medida Protetiva de Acolhimento é desenvolvido o trabalho de acompanhamento psicossocial com as famílias, que objetiva a recuperação da relação e do convívio familiar. O abrigo conta com uma equipe de 28 profissionais capacitados para atender os assistidos, dentre eles estão a coordenadora, assistentes sociais, psicólogas, pedagoga, terapeuta ocupacional, nutricionista, educador e cuidador, além de agente de copa e cozinha, agente de serviços gerais, vigilantes, motoristas e setor administrativo.

Atividades - O espaço possui um Projeto Político Pedagógico, onde as crianças têm uma rotina de desenvolvimento durante todo o dia. "Todo mês a gente desenvolve um plano de atendimento, com temas que são desenvolvidos durante a semana. Este mês de julho, por exemplo, o tema é o desenvolvimento sustentável. São atividades lúdicas, atividades com imagens, desenhos e brincadeiras”, disse a pedagoga do espaço, Marcele Palheta. 

De acordo com a psicóloga do abrigo, Roberta Brito, o trabalho desenvolvido com as crianças requer uma atenção. “Para realizar o trabalho com as crianças, a gente pensa no desenvolvimento global que todas precisam ter, dependendo da faixa etária. Tentamos fazer o mesmo estímulo que elas teriam, se estivessem com suas famílias. Temos, inclusive, todos os cuidados com a vacinação, alimentação, higiene e a estimulação através do brincar”.

Pandemia -  Devido à pandemia do novo coronavírus, foram montadas estratégias para que o trabalho continuasse funcionando com segurança, tanto para as crianças, quanto para os funcionários. As visitas de familiares foram suspensas, e o contato com as famílias passou a ser feito por telefone e videochamada. “Nós fortalecemos também os vínculos com a vara da infância. Apesar das restrições, conseguimos agilizar vários processos de liberações. Conseguimos fazer com que crianças retornassem à convivência familiar”, salienta a assistente social, Ana Wládia. 
 

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