Saúde
Dr.Anna Maria Prado, da equipe de pediatria no Oncológico Infantil. (Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)
A pediatria, especialidade médica responsável por crianças e adolescentes, foi criada no final do século XIX em função dos elevados índices de mortalidade infantil e a ausência de um cuidado específico voltado para pacientes menores de idade.
Nesta segunda-feira, 27/7, é celebrada a profissão do médico pediatra e a data faz alusão à fundação da Sociedade Brasileira de Pediatria, que completa 110 anos em 2020. Além de fundamental no desenvolvimento saudável de jovens e crianças, o especialista em pediatria é responsável por identificar sinais que podem trazer riscos aos pequenos.
Perda de peso contínua e inexplicável, dores constantes na cabeça ou nos ossos, surgimento de inchaço ou massa no abdômen, pescoço ou outras partes do corpo. Mudanças repentinas na visão, além de febres recorrentes não causadas por infecções ou manchas, palidez ou sangramentos repentinos são alguns dos sinais de alerta para os pais.
Nas primeiras fases da infância de uma criança, todos esses sinais podem ser indícios de doenças comuns. No entanto, os mesmos sinais podem estar relacionados ao surgimento de um câncer que, apesar de ser considerado raro em crianças, deve superar a marca de 8.400 novos casos no Brasil, até 2022, segundo o Instituto Nacional do Câncer - INCA.
Com tantos sinais em comum e a necessidade de um olhar mais criterioso para o câncer, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, unidade do Governo do Estado, gerenciada pela Pró-Saúde, e referência para o tratamento da doença em crianças e adolescentes no Pará, reforça a importância do acompanhamento do desenvolvimento das crianças, com o suporte de profissional da saúde, principalmente de um médico pediatra.
“Além da atenção da família, é fundamental que a criança, desde o seu nascimento e até a adolescência, possa ser acompanhada por um pediatra para avaliação dos primeiros sinais de doenças, desde as mais comuns até as mais graves como o câncer. Nesses casos, quanto menor o tempo entre a suspeita, a realização de exames, o diagnóstico e o início do tratamento, maiores serão as chances de cura da criança ou do adolescente”, explica a médica Anna Maria Prado, da equipe de pediatria no Oncológico Infantil.
Atualmente, entre crianças e adolescentes, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo atende cerca de mil pacientes vindos de municípios do Pará e estados vizinhos como o Amapá, com a maioria na faixa etária de 1 a 4 anos. Neste ano, até o mês de junho, a unidade que atende pacientes com idade entre 0 e 19 anos incompletos, já recebeu 165 novos casos para tratamento.
Em 2019, quando completou quatro anos, o Hospital Oncológico Infantil superou a marca de um milhão de atendimentos, com um índice de aprovação atual de 98% entre seus usuários. No mesmo ano, se tornou o primeiro na rede pública do país, com atendimento em oncologia pediátrica, a conquistar a certificação ONA 3 – Acreditado com Excelência. Esse é o maior nível de reconhecimento concedido pela Organização Nacional de Acreditação, entidade respeitada e com atuação nacional responsável pela avaliação dos serviços de saúde do País, destacando os melhores resultados de gestão, qualidade e segurança voltados ao paciente.
Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.
A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.
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