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Semec participa de Projeto Vila Sésamo e relata experiência com educação financeira em artigo

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec), participou em 2016 do projeto Vila Sésamo, promovido pela Sesame Workshop, organização sem fins lucrativos que busca o protagonismo infantil e o fortalecimento financeiro familiar na rede pública de ensino.

A iniciativa desenvolvida em 21 unidades de educação infantil de Belém teve a experiência publicada neste ano, no livro “Sonhar, Planejar, Alcançar - Fortalecimento Financeiro para Famílias”, por meio do artigo “Educação Financeira e a relação Escola x Comunidade”, escrito pelos educadores José Ailton de Carvalho Arnaud, Maria Célia Sales Pena e Ana Shirley Ramos Santos.

O artigo está disponível no link do livro: http://projetovilasesamodsop.com.br/wp-content/uploads/2019/05/LIVRO_VILASESAMO.pdf

Com o entendimento de que as escolas têm papel fundamental no processo de reestruturação social e econômica do país, seja na formação cidadã dos alunos ou na relação direta com as famílias, a Semec começou a desenvolver o projeto a partir da formação de professores e coordenadores das unidades de Educação Infantil para promover mudança de comportamento em crianças pequenas e em seus familiares e contribuir para uma nova geração de cidadãos que consumam de forma consciente.

Mais de 300 professores desenvolveram diversas atividades lúdicas com 3.500 crianças, além de promover encontros com familiares para discutir temas cotidianos como consumismo, endividamento das famílias, crise política e econômica vivida no Brasil, aumento da violência e da pobreza, inadimplência, desemprego, entre outras temáticas. A partir deste momento foi possível oferecer informações para fortalecer financeiramente as famílias. 

De acordo com a coordenadora da Educação Infantil do município, Célia Pena, a parceria efetiva da escola com as famílias é um elemento importante no currículo da educação infantil e, consequentemente, no processo de aprendizagem. “O projeto Vila Sésamo foi uma experiência que, além do tema específico em Educação Financeira, também proporcionou um grande envolvimento das escolas com suas comunidades, comprovando a eficiência dessa parceria. As famílias enxergaram claramente os objetivos a serem alcançados e como tudo iria refletir na educação das crianças”, relata Célia.

Durante os encontros foi estimulada a ação coletiva de “sonhar”. As famílias participaram de oficinas de culinária sobre reaproveitamento de alimento, bazar de usados, feira de troca e participação solidária na escola. 

Experiência – Entre as unidades escolares está a de Educação Infantil Rosemary Jorge, no bairro Castanheira. O espaço atende 168 crianças em tempo integral. Glaucilene Silva, coordenadora do local, conta que o projeto foi uma experiência incrível na formação dos professores e também na ação coletiva. “De acordo com o projeto a comunidade poderia planejar um ‘sonho coletivo’ que foi decidido que seria uma brinquedoteca. Desta forma planejamos junto à comunidade as ações para alcançar o sonho como rifas, venda de comidas, caixinha solidária e bazar de roupas. Assim conseguimos arrecadar o suficiente para montar uma brinquedoteca recheada de felicidade para nossas crianças. Todos se envolveram ativamente. Em setembro de 2017 fizemos um grande lançamento, que até os dias de hoje rende frutos e muita alegria”, recorda.

As crianças da unidade receberam um material impresso que de forma lúdica trabalhava valores e necessidades, como por exemplo, o desejo de compra algo e a real precisão dele. Elas também foram estimuladas a guardar dinheiro em cofrinhos, além de praticar hábitos sustentáveis como aproveitamento de alimentos e materiais recicláveis. 

Família – A massoterapeuta Viviane Matos, 33, mãe de Alice Sophia Matos, hoje com sete anos, ex-aluna do maternal II da UEI Rosimary Jorge, na época, conta que o projeto ajudou a filha a entender um pouco sobre a vida financeira de uma casa e a pensar no futuro.

“Até hoje tenho a árvore dos sonhos que a Alice fez e mostra qual a profissão que ela quer no futuro, como ela deveria economizar as moedas que dava pra ela. O projeto foi muito importante, porque abriu os olhos tanto das crianças quanto dos pais e tivemos uma grande mudança dentro de casa. Hoje o dinheirinho que a Alice ganha da avó, ela guarda para usar na hora certa como num aniversário ou passeio. Ela chega a ser mais econômica que eu e as vezes consegue guardar mais de R$ 60 reais. Colocamos em prática até hoje essa economia financeira”, disse.  

“A experiência da UEI Rosemary Jorge foi citada no artigo como uma amostra do que foi realizado nas 21 escolas e unidades que participaram. Assim como a Rosemary Jorge conseguiu ao final do projeto a implementação de uma brinquedoteca como realização do sonho coletivo, outras escolas também tiveram excelentes resultados. Na maioria das unidades o sonho coletivo foi em torno de facilitar e aprimorar os encontros formativos de professores e famílias, assim como dinamizar as aulas das crianças”, finaliza Célia Pena.

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