Coronavírus

O uso incorreto de máscaras infantis aumenta o risco de contaminação

Pediatra orienta sobre o uso de máscaras em crianças

O novo coronavírus transformou a rotina e os hábitos de quem precisa sair de casa. Um deles é o uso da máscara, item essencial para conter o risco de contaminação do vírus. Mas o uso incorreto pode diminuir o benefício.

Se adultos já apresentam dificuldades de usar corretamente o acessório, as crianças estão mais vulneráveis aos erros na hora de usar a máscara, cabendo aos pais e responsáveis monitorar e servir de exemplo para os pequenos.

Sobre os cuidados necessários quanto ao uso das máscaras infantis, Giovanna Barion, pediatra do Hapvida, chama a atenção para os tamanhos das máscaras, “a máscara deve ser adaptada ao tamanho da face da criança ou adolescente, é recomendado que cada criança tenha mais de uma máscara em boas condições de uso, sem sujidade ou rupturas”, e reforça a importância do uso correto: “a máscara deve cobrir o nariz e a boca, os pais devem orientar aos menores a não tocar na frente da máscara, porque automaticamente ela estará contaminada, caso isso aconteça, deve-se reforçar a importância de higienizar novamente as mãos com água e sabão ou álcool gel. A remoção deve ser feita por trás, pelos elásticos, e nunca pela frente.”

Já sobre o uso de máscaras infantis em menores de dois anos, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) é que crianças menores de dois anos não usem máscaras, pois existe o risco de sufocamento. A orientação é a mesma para crianças e adolescentes com deficiência ou necessidades especiais de saúde.

A pediatra aconselha que cada caso seja avaliado:

• Para crianças menores de 2 anos o maior risco é o de sufocamento, pois as vias aéreas são menores, dificultando a respiração e oxigenação adequada, além disso, devido a salivação mais intensa nos bebês, pode agravar o quadro. Sabe-se que os bebês possuem uma imaturidade na coordenação motora e assim tem dificuldade de retirar a máscara se tiver sintomas de sufocamento.
• Para crianças com condições especiais, como paralisia cerebral ou doenças neuromusculares, o uso da máscara é contraindicado, pois essas crianças normalmente têm uma capacidade motora e respiratória prejudicadas, então o uso poderia acarretar em prejuízo às condições pré-existentes.
• Já para as crianças maiores, o maior risco é de contaminação, quando as orientações não são seguidas corretamente. Por isso o ideal é que cada criança seja avaliada individualmente, levando em consideração o seu grau de maturidade.

A função da máscara é proteger, para que esta função seja cumprida, é necessário seguir à risca as recomendações dos órgãos de saúde. A especialista ainda ressalta que se a criança tiver dificuldade de compreensão ou adaptação da mesma, o risco supera o benefício. “Os pais devem orientar a criança, explicar que vai usar um “paninho” que vai cobrir o nariz e a boca para se proteger, mas que não pode ficar colocando a mão ou tirando o “paninho”, e assim verificar se a criança entendeu. Por isso vale ressaltar que o ideal é que a criança e o adolescente permaneçam em casa, pois em domicílio não há necessidade do uso de máscara”, finaliza.

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