MOBILIDADE

Obra de implantação do sistema BRT proporcionou mais acessibilidade e fluidez ao trânsito

As obras de construção do sistema Bus Rapid Transit - BRT, iniciadas em junho de 2015, trouxeram avanços na mobilidade urbana e na urbanização da cidade. A obra, de grande importância para a população, foi executada e construída pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), de São Brás até Icoaraci, com um investimento de aproximadamente R$ 263,6 milhões.

O primeiro trecho do BRT Augusto Montenegro foi entregue, em julho de 2016, com cerca de três quilômetros de canaleta, terminal Mangueirão e as estações Marambaia, Marinha e Centenário. Nessa etapa, a urbanização foi realizada em paralelo às obras do BRT, por uma decisão técnica para dar viabilidade ao sistema. “A via sofria com alagamentos e a pavimentação deteriorada não dava condições de trafegabilidade das linhas alimentadoras, por isso, para viabilizar a obra, realizamos a urbanização de todo o trecho, o que não estava previsto no projeto”, avalia o diretor de Obras Civis da Seurb, Reinaldo Leite.

 “Parte da drenagem foi lançada para a passagem Elias Guedes, que foi completamente pavimentada e urbanizada, e canalizada para o canal Água Cristal, resolvendo um problema histórico de alagamentos nessa área”, explica Reinaldo. O trecho também recebeu nova pavimentação asfáltica e sinalização, além de urbanização e iluminação em LED com postes modernos.

No segundo trecho, finalizado em setembro de 2018, foram entregues mais três quilômetros de pista do BRT, Terminal Tapanã e as estações Bengui, Morada do Sol e Sideral. O trecho ganhou também o elevado Engenheiro José Augusto Affonso, construído em concreto. Com uma extensão de 400 metros, seis faixas, sendo quatro para veículos comuns e duas para os ônibus do Sistema BRT, nos dois sentidos da avenida Augusto Montenegro, o viaduto melhorou a fluidez do trânsito, reduzindo o tempo de viagem para quem trafega nos dois sentidos da via.

Nas laterais do elevado, os acessos para as avenidas Centenário e Laércio Barbalho ganharam novas pistas pavimentadas, sinalização e semáforos e sob o elevado foram implantados novos retornos. No entorno e embaixo do elevado ainda foi feita toda a urbanização da área com calçadas, meio fio, ciclofaixa, paisagismo e iluminação pública. 

Localizado em uma posição estratégica, na confluência da avenida Mário Covas e a entrada do bairro do Tapanã, o segundo terminal a ser entregue foi o Tapanã, que trouxe uma nova realidade para quem mora no bairro. Todos os acessos e área interna têm adaptações para Pessoas com Deficiência.

No terceiro trecho, entregue em agosto de 2019, foram mais sete quilômetros de canaleta, completando a extensão total de 13 km de pista do BRT, entre Entroncamento e o Terminal Maracacuera. Também foram entregues mais cinco estações (Palácio dos Despachos, Maguari, Grêmio, Eduardo Angelim e Castro Moura) e o Terminal Maracacuera, com as mesmas funções e características do Terminal Tapanã. O entorno do Terminal Maracacuera recebeu, ainda, urbanização com calçada, ciclofaixa, baias, iluminação, além de pavimentação asfáltica e drenagem.

BRT Almirante Barroso – A obra do BRT na avenida Almirante Barroso se confunde com o histórico de retomada do projeto. Em 2013, a gestão Zenaldo Coutinho recebeu a primeira parte de obras do BRT, na avenida Almirante Barroso, com falhas de projeto e problemas contratuais. Para que o projeto fosse retomado, foi criado um comitê para fiscalizar a execução, após um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado pelo Prefeito Zenaldo Coutinho, juntamente, com o Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Estado (MPE) e Caixa Econômica Federal (CEF), garantindo a fiscalização das obras.

Retomada a obra, foram feitos ajustes e serviços complementares na área do Entroncamento para melhor desenvolvimento da obra do BRT, como acessos dos elevados, construção de novos trechos de elevados, adequação da canaleta e das pistas normais, alargamento da avenida Pedro Álvares Cabral, remanejamento da adutora e de rede elétrica, além de drenagem. Além disso, foram feitos ajustes ao longo do canteiro central da Almirante Barroso, além do alargamento e construção da pista expressa em concreto.

Com a nova etapa do BRT Almirante Barroso, que permitiu a integração do BRT, de São Brás até Icoaraci, a estrutura foi complementada com a construção de sete novas estações, no padrão do BRT Augusto Montenegro. No entorno das estações também foram construídos novos trechos de pista em concreto. O investimento total foi de R$ 19 milhões.

Além dessas estações, também foi construído o Terminal São Brás, localizado em frente ao terminal rodoviário, que também é composto pela estação localizada na avenida Governado José Malcher que servirá a integração do BRT Centro. As duas construções e os complementos da pista de concreto, ciclovia e urbanizações, no entorno do terminal, tiveram investimentos de cerca de R$10,7 milhões.    

BRT Centenário – Outra frente de trabalho da Seurb, para melhoria da mobilidade urbana de Belém, é a elaboração do projeto básico e executivo do BRT Centenário, que se conecta com o BRT da avenida Augusto Montenegro e o BRT da avenida Almirante Barroso. A Secretaria é o órgão fiscalizador e gestor do contrato de elaboração do projeto que está na conclusão do executivo da primeira etapa e na avaliação do projeto básico da segunda etapa.

O projeto do BRT Centenário prevê a interligação da avenida Augusto Montenegro ao Centro de Belém, a partir do Terminal Tapanã, passando pelas avenidas Centenário, Paulo Frota, Júlio Cesar, Pedro Alvares Cabral, Senador Lemos e retornando ao ponto de origem. “Essa etapa de elaboração do projeto é muito importante para dar continuidade a ideia do prefeito Zenaldo Coutinho de integrar toda a cidade e a região metropolitana de Belém com mobilidade urbana e qualidade do transporte público”, avalia a secretária municipal de urbanismo, Annete Klautau.

Assim como o atual do BRT Augusto Montenegro, esse novo trecho de BRT também foi projetado para contar com estações, pista de concreto e melhoria de mobilidade urbana, possibilitando maior fluidez do trânsito. E, futuramente, se integrará ao BRT Centro.

A previsão de entrega do projeto completo é até outubro deste ano. O valor de investimento nessa etapa de elaboração do projeto do BRT Centenário foi de cerca de R$ 7,7 milhões.

Operação – Concluída a primeira etapa de obras do BRT, no trecho compreendido entre o terminal Mangueirão e a estação Antônio Baena, a Prefeitura definiu o início da implantação gradual do sistema e oferta do serviço à população. O primeiro período foi marcado pela fase experimental, uma prática adotada em todas as cidades onde o modelo do BRT é implantado, servindo, entre outros motivos, para que a população e os operadores do sistema se acostumem com o novo fluxo viário, correções estruturais sejam realizadas, caso necessário, e ampliação do sistema ao longo do tempo, com a inserção de novas linhas alimentadoras, aumento da quantidade de estações.

“A fase experimental ocorreu durante 30 dias, de forma gratuita, e foi necessária, porque não seria possível que o sistema estivesse de um jeito em um dia e no outro fosse diferente, ainda mais em Belém, onde vivemos um modelo de transporte em vigor há cerca de 40 anos e que começaria a mudar”, justifica o titular da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SeMOB), Gilberto Barbosa.

Depois da fase experimental, o sistema de transporte público de Belém deu mais um importante passo, quando o serviço do BRT passou, de fato, a ser oferecido como opção de meio de transporte público na capital, com novidades aos usuários.

À época, o funcionamento do BRT também foi ampliado para o horário de 8h às 17h e também foram entregues outras duas estações - a Marambaia, em frente ao conjunto Gleba, na Avenida Augusto Montenegro, e a Júlio César -, ampliando a opção de mobilidade dos usuários e, consequentemente, a capacidade do sistema. 

Com essa ampliação no número de estações, as primeiras linhas de ônibus expresso passaram a realizar integração total ao BRT dentro do Terminal Mangueirão, possibilitando que o passageiro fizesse o transbordo entre BRT e expresso sem pagamento adicional de tarifa. "A integração ocorreu de forma também gradual, inserimos cada uma das 11 linhas expressas aos poucos no Terminal, ou seja, inserindo uma comunidade atendida por vez, respeitando o tempo necessário para que todos entendam como a integração funcionará", informou Gilberto.  

Com a entrega do terminal São Brás e da segunda etapa de obras na avenida Augusto Montenegro, no trecho compreendido entre o terminal Mangueirão e o terminal Tapanã, o itinerário dos ônibus articulados BRT foi estendido, com viagens sendo realizadas regularmente de São Brás até o Tapanã. Beneficiando, principalmente, a população residente das áreas mais afastadas do centro, que tiveram a opção de utilizar um novo modal de transporte a partir do novo terminal, além da possibilidade de integração a outras linhas de ônibus no Terminal Mangueirão e Terminal São Brás.

Além dos três terminais, com o novo trajeto dos ônibus do BRT entraram em funcionamento as estações Sideral, Morada do Sol, Parque Shopping Belém, Templo Centenário, Marinha, Marambaia, Júlio César e Antônio Baena/Curuzu.

Em seguida houve a conclusão da terceira etapa de obras do BRT, no trecho entre o terminal Tapanã e o terminal Maracacuera, em Icoaraci. O último terminal começou a funcionar não só como mais uma extensão de itinerário dos ônibus articulados do BRT, como também para receber a chamada linha troncal, com ônibus padrón, veículos com capacidade para 83 passageiros, com portas dos dois lados que permitem o embarque e desembarque nas paradas comuns e também nos terminais e estações BRT.  

Além disso, algumas linhas de ônibus convencionais foram transformadas em linhas alimentadoras, ou seja, elas começaram a sair do bairro de origem até o Terminal Maracacuera e, em seguida, retornavam, não indo mais até São Brás ou ao centro de Belém. “O usuário de uma dessas linhas alimentadoras realiza a integração no Terminal Maracacuera e pode embarcar em ônibus BRT ou nas linhas troncais. O mesmo vale para o sentido inverso, com o usuário fazendo o transbordo de uma linha troncal ou da linha BRT para as linhas alimentadoras que seguem até os bairros”, reforça o Gilberto.

O horário de funcionamento do BRT também foi ampliado, desde as 04h30 até a meia-noite. Cerca de 65 ônibus padrón compõe a frota de linhas troncais, circulando da canaleta exclusiva ao centro de Belém. O número de veículos articulados BRT também aumentou de nove, para 15, sendo nove com origem no Terminal Maracacuera e seis no Terminal Tapanã.

*Com a colaboração de Ricardo Miranda 

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