SAÚDE

Hospital Oncológico Infantil é referência em segurança do paciente

Unidade atua alinhada às práticas de segurança e serve como referência para outros hospitais da região

A segurança do paciente é um tema que tem chamado a atenção de várias instituições do segmento da saúde no Brasil, ganhando ainda mais relevância com o enfrentamento da pandemia da Covid-19. 

Nesta semana, celebramos o Dia Mundial da Segurança do Paciente (17/9), data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de mobilizar pacientes e profissionais que trabalham na área da saúde para a conscientização de cuidados com vidas. 

Em Belém, a experiência do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, unidade do Governo do Estado do Pará, gerenciado pela Pró-Saúde, conta com ações que estão alinhadas à segurança do paciente e acompanhantes, garantindo a qualidade da assistência prestada à população paraense. 

O trabalho de gestão hospitalar do Oncológico Infantil segue rigorosamente os protocolos de segurança. Segundo Erika Figueiredo, médica pediatra do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente do Hospital Oncológico Infantil, a divulgação da cultura da Qualidade e Segurança no hospital transcende barreiras. 

“O trabalho de gestão que desenvolvemos aqui tem tido um impacto positivo para a imagem da unidade. Tanto que somos referência para outras instituições de saúde, colaboramos com o compartilhamento de informações e até mesmo realizamos visitas in loco, o que tem ajudado esses hospitais a construírem sua própria cultura voltada para a segurança do paciente”, explica a profissional. 

A gerente da Qualidade do Oncológico Infantil, Viviane Lesses, explica que o trabalho está alinhado a uma cultura de gestão de atendimento integral ao paciente. 

 “A consolidação dessa cultura de qualidade e segurança sempre teve como foco o envolvimento de uma equipe multidisciplinar, que busca conhecer as necessidades individuais de nossas crianças e familiares, e alinha informações com o conhecimento técnico às melhores práticas de segurança", ressalta Viviane. 

O Hospital Oncológico Infantil integra o seleto grupo de unidades que conquistaram a certificação máxima de qualidade, ONA 3 – Acreditado com Excelência, concedido pela Organização Nacional de Acreditação, entidade responsável por avaliar critérios técnicos, procedimentos e de gestão de unidades de saúde. 

"Incentivamos essa cultura desde o início das atividades do hospital e hoje colhemos bons resultados dessa gestão segura”, complementa a gerente. 

 

Percepção do paciente 

A dona de casa Rosinei Macedo Figueiredo, constantemente faz uso dos serviços oferecidos pelo Hospital Oncológico Infantil, pois acompanha sua filha, Cristiana Macedo Figueiredo, que está em fase de acompanhamento oncológico na unidade. 

Rosinei, que é moradora do Distrito de Icoaraci, região metropolitana de Belém, avalia o atendimento que sua filha vem recebendo do hospital. “Uma das coisas que me chamou atenção no primeiro dia que chegamos aqui foram as várias orientações sobre diversas situações que envolvem o paciente, como as cores de placas para cada situação, a posição da cama do paciente, o controle de acesso de pessoas não autorizadas. Sinceramente, para mim, não tem hospital melhor!”, conta a mãe. 

Ela destaca ainda o principal motivo da permanência da filha para atendimento na unidade. “Quando chegamos, minha filha gostou tanto da receptividade do hospital, das pessoas terem tratado ela com humanização, que pediu para permanecer aqui. No Oncológico Infantil ela se sente bem e conseguiu encontrar tudo precisava: atenção, segurança e muitas amizades”, acrescenta. 

A segurança do paciente envolve seis metas internacionais, definidas pela Organização Mundial da Saúde, são elas: Identificação Correta dos Pacientes; Comunicação Efetiva;  Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos; Cirurgia Segura; Redução do risco de infecções associadas aos cuidados em saúde e reduzir o risco de quedas e lesão por pressão. 

 

Autoavaliação nacional 

O Hospital Oncológico Infantil integra ainda, de forma voluntária, o relatório da Autoavaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde, publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em março de 2019. 

O documento apresenta os resultados da análise realizada por hospitais brasileiros com leitos de UTI adulto, pediátrico ou neonatal, no período de abril a setembro de 2018. 

Na região Norte do país, a pesquisa identificou que as maiores frequências de conformidade estão relacionadas aos indicadores de estrutura e disponibilização de dispensadores contendo preparações alcoólicas para a higienização das mãos nas UTIs, seguindo as normas vigentes, além de outros aspectos. 

A participação nacional na autoavaliação em 2018 foi de 54,3%, índice abaixo da meta de 70%. Para o ano 2020, o objetivo é obter 90% de hospitais com leitos de UTI do país respondendo à autoavaliação, tendo como referência o Plano Integrado da Gestão Sanitária da Segurança do Paciente. 

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