SAÚDE

Hospital Metropolitano alerta para os riscos da sepse, doença que mais mata no mundo

Segundo pesquisadores de seis países com base em registros médicos, 11 milhões de pessoas morrem todos os anos por causa de sepse

Popularmente conhecida como infecção generalizada, a sepse acontece quando o sistema de defesa do nosso corpo - para se proteger de uma infecção - acaba espalhando a inflamação pelo organismo.

De acordo com Nelma de Jesus, médica do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), "a infecção pode ser causada por diversos agentes, como parasitas, fungos, bactérias, vírus ou protozoários". 

Além disso, a profissional ressalta que, "infecções comuns, como abscesso dentário, infecção urinária, apendicite, infecção de pele e pneumonia, podem evoluir para sepse, por isso é preciso ter uma atenção especial", completa.

Caso a doença não seja diagnosticada e tratada rapidamente, a infecção pode comprometer o funcionamento de um ou vários órgãos e até levar à morte.

O diagnóstico precoce foi o que salvou a vida do paciente Nivaldo dos Santos, de 45 anos. Após sofrer um acidente em Castanhal, Região Metropolitana de Belém, e ficar com diversas fraturas, durante a internação no HMUE foi diagnóstico com sepse.

“Foi um desafio para a equipe. Além das fraturas pelo corpo, tínhamos que cuidar da infecção generalizada. Então foi desenvolvido um plano terapêutico individualizado e hoje ele está junto de sua família”, comemorou a Daiane Freitas, coordenadora das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Metropolitano.

 

Maioria dos casos acontecem fora do hospital

Muitas pessoas associam a sepse com o ambiente hospitalar, mas uma pesquisa do Instituto Latinoamericano de Sepse (ILAS) indica que entre 60 a 70% das pessoas desenvolvem a doença a partir de bactérias, vírus e fungos contraídos fora do ambiente hospitalar.

No Hospital Metropolitano, unidade gerenciada pela Pró-Saúde, o protocolo de sepse é realizado desde 2018, com o objetivo de  reduzir a morbidade e mortalidade associada com esta síndrome.

“O hospital capacitou nos três primeiros meses deste ano, quase 350 profissionais para prevenir a sepse em pacientes no Metropolitano, com medidas baseadas em diretrizes mundiais para dar assistência”, enfatizou o diretor hospitalar, Itamar Monteiro.

 

Fique atento para os sintomas de sepse:

A médica Nelma de Jesus alerta para os sintomas, que são diferentes em adultos e crianças. 

Em adultos:

•   Falta de ar grave;

•   Diarreia, enjoos ou vômito;

•   Tremores extremos ou dores musculares;

•   Pele manchada ou pálida;

•   Baixa produção de urina;

•   Confusão mental ou, em alguns casos, perda de consciência;

•   Fala comprometida, arrastada ou tontura.

 

Nas crianças:

•   Convulsão;

•   Pele muito fria;

•   Respiração muito rápida;

•   Muito letárgico ou com dificuldade para acordar;

•   Aparência manchada, azulada ou pálida;

•   Mancha cutânea que não desaparece quando você a pressiona;

“É bom ficar atento aos sinais e procurar o médico. É possível tratar a infecção e voltar para a casa”, concluiu Nelma.

Tags

Hospital Metropolitano - HMUE Saúde

Comentários

*Os comentários não representam a opinião do site, a responsabilidade é do autor da mensagem.


  • in this conversation
      Media preview placeholder