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(Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)
Muitos são os consumidores que aguardam o dia 27 de novembro para adiantar as compras de Natal ou adquirir um produto de valor mais alto na promoção da Black Friday. O dia especial de super descontos que surgiu nos Estados Unidos caiu no gosto de empresários e clientes em todo o Brasil. Mas os especialistas recomendam: é necessário planejamento da parte dos consumidores e ofertas reais nas lojas, para que todos saiam ganhando nesse período promocional.
Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com o Neotrust-Compre&Confie, a estimativa para a Black Friday 2020 é de crescimento de 77% nas vendas em relação a 2019, atingindo a marca de R$ 6,9 bilhões. A previsão considera o período que vai da quinta anterior até segunda-feira pós-Black Friday.
Para Sarlyane Braga, professora de Economia da Estácio, os consumidores devem se organizar para comprar o que realmente precisam nessa época e não estourar o orçamento. “Promoção é algo que seduz os olhos, então, se esse cuidado não for tomado, as pessoas acabam perdendo o controle financeiro. E em janeiro tem compras escolares, o início de ano que pode ser cheio de dívidas para alguns, então, as compras na Black Friday não podem interferir a ponto de prejudicar os compromissos que os consumidores virão a ter no ano seguinte”, afirma.
As principais dicas da professora de Economia são a pesquisa em diferentes lojas (online e física) antes de fechar a compra e a atenção com o limite do cartão de crédito. “É muito frustrante comprar de primeira e depois encontrar o mesmo produto com um desconto ainda maior. Por isso, o recomendado é que os consumidores façam pesquisa de preço, verifiquem os descontos e, se forem comprar no cartão de crédito, que tomem cuidado para comparar o limite que o cartão oferece com a renda atual da pessoa. Se o cartão de crédito não for bem utilizado, pode ser uma armadilha por causa dos parcelamentos”, explica a especialista.
Para os lojistas, Sarlyane lembra que é necessário reconhecer quais produtos podem ser oferecidos na Black Friday com descontos reais, e adverte para que não anunciem promoções enganosas. “Se no dia anterior um produto saía por R$ 2 mil, e no dia seguinte, o lojista cria uma promoção dizendo que o mesmo produto custava R$ 5 mil antes, é uma falsa promoção. Isso pode prejudicar a imagem da empresa e o consumidor atento pode recorrer ao Procon reclamando a fraude. A empresa precisa se programar verificando os seus estoques e optar por promoções justas, para evitar problemas futuros”, avisa.
Direitos dos consumidores
Já o professor do curso de Direito da Faculdade Estácio, Dyogo Henrique Tinoco, dá algumas dicas sobre o direito do consumidor. Segundo ele, as pessoas devem ficar atentas aos preços fora do comum. “Mesmo sendo uma data em que os produtos têm preços mais baixos que em outras situações, sempre tem um limite. Ofertas com valores muito abaixo da média devem ser vistas com mais cuidado”, orienta o professor.
Dyogo conta que todos os direitos do consumidor são válidos durante a Black Friday e é muito importante que as pessoas os conheçam. “Todos os direitos de compra, troca e desistência valem durante a promoção. Para as compras presenciais, o consumidor deve ficar atento aos riscos ocultos, como defeitos internos no produto, e os aparentes, como arranhões, partes quebradas, entre outros. Neste caso, o consumidor tem o direito de reclamar sobre o produto em até 30 dias, se for durável, e 90 dias para produtos não duráveis”, explica.
Para as compras pela internet, Dyogo afirma que existem os mesmos direitos, mas que as pessoas devem ficar atentas aos prazos. “Já na compra online, o consumidor tem o direito de até sete dias para desistir daquele produto. Já se a reclamação for por algum defeito, o prazo é o mesmo para as compras em lojas físicas”, argumenta.
Confira a lista com 8 produtos mais buscados pelos consumidores e a perspectiva em desconto para a Black Friday 2020, segundo o ABComm:
- 1. Calçados (99,44%)
- 2. Bebidas (78,90%)
- 3. Eletrodomésticos (49,29%)
- 4. Autopeças (44,64%)
- 5. Supermercado (38,92%)
- 6. Artigos esportivos (25,75%)
- 7. Móveis e decoração (23,61%)
- 8. Vestuário (18,38%).
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