DEZEMBRO VERMELHO

Especialistas do Hospital Galileu orientam sobre prevenção a Aids

No dia mundial de luta contra a Aids, celebrado na última terça-feira (01/12), o assunto vem à tona e mostra a importância do debate

(Foto: Divulgação)

Infectologista do Hospital Público Estadual Galileu, a médica Sheila Carneiro afirma que o diagnóstico precoce da infecção por HIV reduz o impacto da doença no organismo.  

“Quanto mais cedo for diagnosticada o contágio, mais rápida será iniciada a terapia antirretroviral, que evita o enfraquecimento do sistema imunológico”, afirma. 

Essa preocupação é importante porque o sistema imunológico é o alvo do vírus transmissor da Aids. Por isso, “a terapia é fundamental para prevenir a evolução de doenças oportunistas que causam a Aids”, acrescenta. 

Mesmo vivendo com o HIV, diz Sheila, a pessoa poderá ter uma qualidade de vida igual a de quem não tem a doença, se o tratamento for feito da forma correta. 

Carla Queiroz, enfermeira do hospital, explica a fase em que pessoas com HIV não apresentam sintomas. “Desde o momento da infecção até o surgimento dos sintomas, ocorre a fase assintomática da infecção pelo HIV, que dura em média de 8 a 10 anos”, ela diz. “Nesse período, a infecção só pode ser detectada por meio de análises clínicas específicas.” 

Carla observa que hoje é possível conviver com a infecção preservando a qualidade de vida. “A pessoa soropositiva pode viver anos sem desenvolver a doença”, afirma a enfermeira.  

“Mas pode transmiti-la para outras pessoas por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e amamentação”, alerta.  

Este último mês do ano, o Dezembro Vermelho, é dedicado à luta mundial contra a Aids. O objetivo é conscientizar as pessoas sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. 

Como evitar a transmissão 

O vírus HIV pode ser transmitido de diversas maneiras, exigindo cuidados específicos para que não haja a transmissão. Pode ser transmitido das seguintes formas: 

  • Relação Sexual: o vírus pode ser transmitido em toda e qualquer relação sexual. Por isso, o uso do preservativo é necessário do começo ao fim do ato sexual; 
  • Transfusão de sangue: o HIV pode, também, ser transmitido por meio de transfusão de sangue contaminado. É necessário exigir sangue com certificado de teste de Aids;
  • Materiais que perfuram a pele: o compartilhamento de seringas, agulhas e outros materiais que perfuram ou cortam a pele é um comportamento de risco para a infecção pelo HIV. Se o sangue de uma pessoa contaminada fica no material, o vírus passa para quem usá-lo. É recomendado utilizar sempre materiais descartáveis;
  • Gravidez e amamentação: a mulher infectada pelo HIV pode passar o vírus para o feto na gravidez, no parto ou durante a amamentação, se não fizer a prevenção da transmissão vertical – da mãe para o filho. Existem medicamentos que podem reduzir a 1% o risco de transmissão do vírus. O exame de sangue e o controle pré-natal desde o começo da gravidez são importantes para proteger o bebê. 

Como não se transmite o vírus HIV 

Práticas como contato físico, troca de carícias, picada de insetos, saliva lágrima suor e espirro, banheiro, vaso sanitário e piscina, além de copos e talheres, não são formas de transmissão do vírus HIV.


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Dia Mundial de Luta contra a Aids