SAÚDE

Lúpus e Fibromialgia: não tem cura, mas tem controle

Reumatologista explica o que são essas doenças e a importância do diagnóstico precoce

Além da doença de Alzheimer, o Fevereiro Roxo também é o mês de conscientizar a população sobre o Lúpus e a Fibromialgia. Mas o que essas doenças tão diferentes entre si têm em comum?

O Lúpus e a Fibromialgia, assim como o Alzheimer, são doenças crônicas que afetam as funções básicas do dia a dia, e apesar de não ter cura, tem controle. Por isso, a importância do diagnóstico precoce e correto, ajudam o portador dessas doenças a ter mais qualidade de vida.

A médica reumatologista do Hapvida, Anna Sylvia Reis, destaca o lema da campanha: “Se não houver cura, que ao menos haja conforto”, que chama a atenção para a relevância de proporcionar bem estar aos pacientes. “O Lúpus e a Fibromialgia são doenças crônicas na reumatologia que ainda não tem cura, mas diagnosticar precocemente pode trazer maior qualidade de vida e conforto ao paciente, e o lema da campanha trata exatamente disso”.

A especialista explica que o Lúpus é uma doença inflamatória e autoimune, ou seja, o corpo produz células contra as suas próprias células, ataca os tecidos e causa inflamação exagerada, podendo acometer múltiplos órgãos como a pele, músculos, articulações, rins, cérebro, dentre outros. “O Lúpus acomete mais mulheres jovens que homens e alguns dos sintomas podem ser fadiga, falta de ar, queda de cabelo, dor muscular, indisposição e piora na qualidade de vida. O tratamento, além do medicamentoso, inclui práticas regulares de exercícios físicos e controle da alimentação e do peso, tudo isso ajuda a controlar a inflamação da doença”.

Já a Fibromialgia é uma doença que causa dor no corpo todo, com fraqueza muscular generalizada. A reumatologista ressalta que a maior incidência da doença está entre mulheres entre 30 e 55 anos. “A Fibromialgia é uma doença não deformante e não inflamatória, provoca indisposição; fadiga; afeta a memória; dor muscular; distúrbios do sono e alterações no humor, como depressão, irritabilidade e ansiedade. O tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso, que deve incluir a constância na prática dos exercícios físicos, como os aeróbicos e os musculares, que vão promover melhora da fadiga, da dor, do sono e do humor, além de acompanhamento com psicólogo e psiquiatra”.

A especialista reforça, "é importante que a população tenha conhecimento dessas doenças e de seus sintomas, e assim procurar mais rápido ao médico reumatologista em busca do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, a fim de melhorar a qualidade de vida e controlar a doença”, finaliza.

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