SUSTENTABILIDADE
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. (Foto: RedePara.Web.ViewModels.Sgn.Foto?.credito)
O Observatório do Clima, rede formada por 63 ONGs e movimentos sociais, destacou a operação da Polícia Federal desta quarta-feira (19/5) e acusou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de operar um "escritório do crime ambiental".
A operação ocorre há dois dia da divulgação do boletim do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia a respeito de um novo recorde de desmatamento na região amazônica. Segundo o Imazon, o desmatamento da Amazônia atingiu 778 km² em abril de 2021. O valor é um recorde para o mês em 10 anos e representa uma alta de 45% na comparação com abril de 2020. Os dados são do SAD (Sistema de Alerta do Desmatamento), que monitora a região da Amazônia Legal via satélites.
A ofensiva policial apura suspeita de crimes de corrupção e facilitação de contrabando praticados por agentes públicos e empresários do setor madeireiro na exportação de madeira, tendo como um dos alvos o ministro Salles.
"A conta do desmonte parece enfim ter chegado para seus perpetradores", destaca a nota do Observatório do Clima sobre a ação policial. Segundo a entidade, "a ação poderá resultar na demissão do ministro, que agiu contra a própria pasta e contra o meio ambiente no Brasil desde o dia em que botou os pés no ministério".
“Vamos ver agora quais crimes que serão descobertos. O fato é que Salles montou um verdadeiro escritório do crime ambiental no Ministério do Meio Ambiente e um dia teria que responder por isso”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.
O Observatório do Clima também citou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou do cargo o presidente do Ibama, Eduardo Bim.Na nota, a entidade ainda menciona despacho de Bim de fevereiro de 2020 "autorizando as exportações sem fiscalização" e ressalta que a medida foi tomada após pedido de madeireiros, o que levou a uma ação civil pública em junho passado pedindo sua anulação.
"A ação foi impetrada pelo Greenpeace Brasil, pelo Instituto Socioambiental e pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público do Meio Ambiente, com subsídios técnicos do Observatório do Clima. O despacho de Bim foi suspenso liminarmente nesta quarta-feira por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF", destacou Astrini.
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