BASTIDORES POLÍTICOS

TJPA decide nesta quarta-feira se prefeito de Oriximiná vai continuar preso

Ao cumprir mandado na residência do prefeito de Oriximiná, José Wilian Fonseca, houve resistência por parte deste, que deu três tiros em um aparelho de celular de sua propriedade, destruindo o equipamento que era alvo da busca e apreensão

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O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI), realizou, terça-feira(29), no município de Oriximiná, uma ação para cumprimento de mandados de busca e apreensão em relação a telefones, celulares, documentos e HDs, referente a um processo que tramita em segredo de Justiça.

Ao cumprir mandado na residência do prefeito de Oriximiná, José Wilian Fonseca, conhecido por delegado Fonseca, houve resistência por parte deste, que deu três tiros em um aparelho de celular de sua propriedade, destruindo o equipamento que era alvo da busca e apreensão, além de proferir ameaças de morte contra integrantes da equipe que cumpria o mandado judicial.

Foram encontradas na residência do prefeito cinco armas, sendo que duas eram de uso da polícia civil, duas outras regulares de sua propriedade e uma carabina ilegal.

Ele foi conduzido para a Unidade Integrada de Policia Civil, onde foi ouvido pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, disparo ilegal de arma de fogo, ameaça de morte, desobediência e resistência, além de destruição de provas.

Delegado Fonseca passou a noite na Unidade de Policia Integrada de Oriximiná enquanto aguarda a audiência de custódia que será feita por um desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, que decidirá pela homologação ou não da prisão em flagrante.

Na terça-feira(29), o inquérito com o flagrante foi distribuído para a desembargadora Eva Coelho do Amaral, que se julgou suspeita de atuar no feito. Processada a redistribuição, caberá ao desembargador Rômulo Ferreira Nunes, decidir o caso, nesta quara-feira (30) ou também declinar de competência.

Como as penas somadas dos crimes que lhe estão sendo imputados ultrapassam a 4 anos e meio, o prefeito de Oriximiná não teve direito ao pagamento de fiança perante a autoridade policial.

Na terça-feira à noite, houve um vigília em frente à UIPP de Oriximiná. Correligionários do delegado Fonseca foram convocados para o ato de desegravo ao prefeito através de redes sociais.

Em nota, delegado Fonseca atribuiu sua prisão à motivação política ( leia abaixo):

A prefeitura de Oriximiná, através de seu gestor, Delegado Fonseca, e  todo o seu secretariado, vem, categoricamente, repudiar a ação pirotécnica e desnecessária capitaneada  pelo MP( Ministério Público), hoje, na casa do prefeito e de um dos seus assessores, quando  realizou buscas e apreensões dos aparelhos telefônicos dos citados. 

A medida foi gerada por uma confusão no aeroporto municipal e pela colisão de dois automóveis, quando da última visita do Governador do Estado, Helder Barbalho, ao município.

Lamentavelmente a ação parece ter visado a exposição negativa do Prefeito Delegado Fonseca, que luta - com aprovo de 80% da população - pelo progresso e desenvolvimento de Oriximiná.

É intrigante notar a cidade entregue a crimes, roubos e assaltos diuturnamente, enquanto os aparelhos de segurança pública são usados apenas para fins politiqueiros e de perseguição.

Nosso repúdio se estende a esta e a qualquer ação futura,  que busque apenas denegrir a imagem de autoridades com fins politiqueiros e partidários 

Delegado Fonseca
Prefeito de Oriximiná

FONTE: Portal O ESTADONET

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