SAÚDE MENTAL
Greice Carvalho, Psicóloga e integrante do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicopedagógico da Estácio (NAAP) (Foto: Divulgação)
Você se acha bom o suficiente para as tarefas que realiza em seu trabalho? Algumas pessoas podem ter facilidade em responder que sim, pois, por serem capazes é que estão onde estão. Enquanto outras, apesar de ocuparem certos lugares, não conseguem confiar em suas capacidades, nutrindo frequentemente um pensamento de desvalia que, por vezes, leva à autossabotagem na vida profissional.
Segundo o LinkedIn (2021), 43% de mil brasileiros entrevistados afirmam que não se sentem bons o bastante em suas funções, número superior ao encontrado em países como Itália (34%), França (36%), México (38%), Alemanha (39%) e Espanha (41%).
Essa sensação parece ser mesmo mais comum do que se gostaria de acreditar. A popularmente chamada síndrome do impostor é uma sensação recorrente na maioria dos profissionais já que, frequentemente em nosso pensamento, surgem ideias ou convicções de que não somos bons, tudo o que conseguimos foi sorte, acaso ou benção. Entende-se que há outras pessoas melhores, por vezes, pessoas menos qualificadas conseguiriam atingir o mesmo objetivo e conquista.
É importante entender que todos os seres humanos possuem qualidades, fragilidades e vulnerabilidades. Todos os indivíduos possuem diversos aspectos a serem compreendidos. Se estamos descrevendo todos os indivíduos da sociedade como seres globais, qual motivo para não me compreender e me respeitar como indivíduo que pode se olhar dessa forma?
O tratamento para essa síndrome é feito através de acompanhamento, trabalhando as distorções de pensamento para diminuir sensações de fraudes e respeitando as limitações. É preciso entender que todos temos qualidades e defeitos. É importante aceitar que todos nós erramos, que não precisamos ser perfeitos.
Uma dica é se parabenizar e comemorar cada conquista, mesmo que pequena, ao final do dia. Não focar em apenas reforçar o que não conseguiu concluir ou não saiu tão certo. Apesar de não ser necessariamente uma doença, a síndrome do impostor pode trazer sérios danos à saúde mental. Por isso, é indicado contar com a ajuda de um profissional para tratar as consequências negativas que surgem no seu desequilíbrio emocional e psicológico. Um especialista será capaz de avaliar as suas necessidades do e auxiliar devidamente em sua recuperação.
Você não precisa lidar com seus desafios sozinho, não negligencie o seu sofrimento! Permita-se receber ajuda e, sempre que necessário, busque o apoio de um profissional.
Texto: Greice Carvalho, Psicóloga e integrante do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicopedagógico da Estácio (NAAP).
Tags
Estácio PlugEducação
Relacionadas
-
JORNALISMO AMBIENTALEstudantes participam de workshop internacional sobre cobertura climática na Amazônia
-
AJUDA HUMANITÁRIAEstácio promove campanha solidária para ajudar vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul
-
IMPOSTO DE RENDA 2024Estácio FAP oferece ajuda gratuita na declaração do Imposto de Renda 2024 em Belém
-
INOVAÇÃOEstácio vai ajudar estudantes a desenvolver habilidades interpessoais durante a graduação
-
SALVANDO VIDASEm Belém-PA, faculdades se mobilizam para captação de doadores de sangue
-
MERCADO DE TRABALHOEstácio Ananindeua abre 100 vagas para curso popular preparatório de concursos públicos?
-
SOLIDARIEDADEIdosas participam de oficina de produção de sabonetes promovida pela Estácio