CINEMA

A nova adaptação de "Os Três Mosqueteiros: D'Artagnan" é uma surpresa agradável entre os filmes de grande orçamento deste início de ano. O diretor Martin Bourboulon optou por uma abordagem moderna, apresentando cenas de ação empolgantes em plano-sequência, que mantêm o espectador vidrado na tela.
A habilidade técnica é evidente em todas as sequências de ação, com dublês habilidosos e uma fotografia meticulosa que equilibra cores e movimentos de forma harmoniosa. A experiência de assistir a essas cenas é emocionante e envolvente.
No entanto, o filme não se limita a ser apenas um show de ação. Bourboulon e sua equipe buscaram relembrar o valor épico da obra de Alexandre Dumas, explorando o orgulho e o patriotismo presentes no clássico da literatura popular francesa. A jornada de D'Artagnan (interpretado por François Civil), de um jovem e impulsivo à um mosqueteiro do rei, é retratada com elementos contemporâneos que atraem o público atual.
Embora a obra original de Dumas tenha conquistado o público com sua grandiloquência melodramática e personagens subversivos, Bourboulon e sua equipe optaram por uma abordagem mais convencional. O filme utiliza uma história tradicional com poucas mudanças significativas, restringindo-se a reproduzir a trama com algumas alterações superficiais.
A escolha de realizar as cenas de ação em plano-sequência é uma ideia interessante, que mantém o público imerso na trama. O filme é competente em suas tarefas básicas, apresentando uma abordagem atualizada de uma história clássica. Vale a pena conferir.
APOIO - Assisti a "Os Três Mosqueteiros: D'Artagnan" no Cinesystem Ananindeua, a convite da Rádio Unama FM - apoiadora do projeto O Véio Nerd, idealizado pelo jornalista que vos escreve. Neste início de mês de maio, produções como “Super Mario Bros: O Filme” e “Guardiões da Galáxia Volume 3” seguem entre as grandes pedidas para os cinéfilos de plantão.