TURISMO & CULTURA

Festival Encontro das Águas é neste final de semana em Porto de Moz

Evento encena o duelo entre a onça pintada e o jacaré-açu, é a expressão das heranças culturais indígenas do Xingu e traduz o encontro dos rios Xingu e Amazonas

O "Encontro das Águas" traduz a magia do povo do Xingu em Porto de Moz. (Foto: Divulgação)

As cores da Amazônia encantam o público e
reforçam o imaginário sobre as lendas e mitos.

O “Encontro das Águas”, realizado pela Prefeitura de Porto de Moz,  com apoio da Equatorial Energia, já se consolidou como um dos mais importantes eventos culturais da região turística do Xingu. Iniciado em julho de 2019, é uma oportunidade única para quem quer aproveitar as belas praias do município, apreciar a boa gastronomia e testemunhar o duelo entre a onça pintada e o jacaré-açu, animais que simbolizam a beleza e a força da Amazônia paraense, respectivamente.

A programação, que é a expressão das heranças culturais indígenas, africanas e europeias guardadas no  Xingu, traduz o encontro dos rios Xingu e Amazonas e vai acontecer neste final de semana, dias 15 e 16 de julho, em Porto de Moz, município localizado no sudoeste do Pará. Sua realização permite à população local expressar essas tradições e contribuir para o resgate e preservação de seu legado cultural.

A onça representa o grupo e o Rio Amazonas

A Prefeitura local, que tem como gestor o prefeito Berg Campos, afirma que milhares de pessoas tem se deslocado para Porto de Moz desde a primeira edição e que este ano é esperado um público ainda maior. Esse fluxo impulsiona a economia local, fortalece a rede hoteleira e consequentemente toda a cadeia produtiva do turismo. A programação envolve show musical, inaugurações, apreciação da cultura e natureza local. Oportunidade para conhecer a Praia da Chácara e outros atrativos locais.

O Rio Xingu – um dos mais exuberantes rios do mundo, o  Xingu tem cerca de 1979 quilômetros de extensão. Nasce no estado do Mato Grosso e desagua no rio Amazonas, banha as cidades de São Félix do Xingu, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio, Porto de Moz e Altamira, maior município do Brasil, terceiro maior do mundo, guardião, em parte, da UHE Belo Monte, a maior 100% brasileira, localizada também em Vitória do Xingu. No seu percurso, encontramos belas cachoeiras e corredeiras e é morada de pescadores artesanais e profissionais, refúgio de amantes do turismo de pesca esportiva, o cenário cotidiano dos povos indígenas e ribeirinhos, de atividades socioeconômicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Porto de Moz atrai grande fluxo de visitantes
para prestiagiar suas manifestações culturais

O Rio Amazonas -   Tão encantador e rico quanto o Xingu, o Rio Amazonas  nasce na Cordilheira dos Andes, no Peru, onde é chamado de "Apurímac" ou "Ene" e recebe o nome de Solimões ao entrar no território brasileiro, se tornando o rio Amazonas após a junção com o rio Negro. Ele deságua no Oceano Atlântico, junto ao rio Tocantins no Delta do Amazonas, no norte brasileiro.

O Rio Amazonas é o maior e mais abundante rio do mundo, com 6992 metros de extensão e uma vazão média de 210 mil m³/s. Possui cerca de 1100 afluentes. Sua foz está localizada no norte do estado do Pará, na ilha de Marajó. Percorre três países: Peru, Colômbia e Brasil. É o rio principal da bacia do Amazonas, cuja área de drenagem é de sete milhões de km². Sua bacia hidrográfica compreende sete territórios da América do Sul. E mais, atravessa a área com a maior biodiversidade do planeta, a Floresta Amazônica. Também é muito utilizado para o transporte de pessoas e mercadorias. Sua importância compreende também a pesca, o fornecimento de água para a população e a atividade turística nele desenvolvida.

O jacaré-açu representa o grupo e o Rio Xingu

Encontro das Águas  – Por onde passa, o Rio Amazonas vai se transformando e transformando o cenário da Amazônia. Quando toca no rio Tapajós, por exemplo, no território do município de Santarém e adjacências, ele mantém sua cor escura e consegue passar, lado a lado comas águas esverdeadas do Tapajós, sem se misturar. O fenômeno se tornou atração turística com destaques na mídia mundial. Aqui em Porto de Moz, não é diferente. Em seu duelo com o rio Xingu, cada um mantém sua coloração, carrega sua riqueza e exuberância, até seguirem por caminhos diferentes. Mas, esse encontro também inspira as lendas, os mitos, as danças e até a sonoridade do povo xinguano e dos que escolheram esta região para habitar. É o que o público testemunha, ao tocarem os tambores, quando os dois mais fortes grupos culturais de Porto de Moz entram na Arena  das Águas – o "Grupo Xingu", representado pelo jacaré-açu, e o "Grupo Amazonas", representado pela onça pintada. Com mais de 1.200 integrantes cada, esses grupos trabalham o ano inteiro na criação das alegorias e demais elementos ornamentais que compõem as apresentações. É um período marcado por encantamento, lendas e magia, que envolvem todos os participantes e espectadores.

Imagem da Praia da Chácara,
cartão postal de Porto de Moz.

Porto de Moz - a cidade é de origem indígena e seu nome, Porto de Moz, significa Porto de Pedra, na denominação dos índios Monturús. Sua origem remete a 1635, quando uma expedição dos Jesuítas liderada por Pedro Teixeira fundou a vila de Porto de Moz. A fundação do município data de 19 de novembro de 1890. 

Como chegar:  a Azul Linhas Aéreas tem voo diário de Belém a Porto de Moz. O município é acessível também de balsa, barcos e lanchas. As viagens mais frequentes têm partidas diárias às 17 horas de Vitória do Xingu a Porto de Moz e às 5h da manhã de volta à Vitória do Xingu. Aos domingos esse retorno é às 13 horas.

Consulte seu agente de viagens ou a Prefeitura de Porto de Moz e, bom “Encontro das Águas”

Texto: Benigna Soares - Redação da Abrajet Pará e Visit Amazônia, com informações da Prefeitura de Porto de Moz  

Fotos: Ascom Porto de Moz


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