Cultura

Bienal das Amazônias é finalista do Prêmio ABCA 2023

Premiação destaca artistas visuais, curadores, críticos, autores e instituições que mais contribuem para a cultura

A 1ª Bienal das Amazônias – “Bubuia: Águas como Fonte de Imaginações e Desejos”, realizada entre agosto e novembro de 2023, em Belém – está entre os finalistas do Prêmio ABCA 2023, promovido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte. A premiação é destinada aos artistas visuais, curadores, críticos, autores e instituições culturais que mais contribuíram para a cultura nacional em 2023.

A 1ª Bienal das Amazônias concorre em duas categorias: “Prêmio Paulo Mendes de Almeida: destinado à melhor exposição do ano”, e Destaque Região Norte, como “Melhor Exposição do Ano”.

A lista tríplice com os nomes dos finalistas ao prêmio foi elaborada a partir da indicação dos associados da ABCA e aprovada em reunião de diretoria realizada nesta quarta-feira (24). Os prêmios serão atribuídos conforme escolha de 175 associados, de todo o Brasil, por votação em formulário on-line.

O sistema de premiação foi criado em 1978, para destacar exclusivamente as artes visuais. A ABCA entrou para a história por sua presença significativa nos eventos artísticos desde a década de 1950. Anualmente, o Prêmio ABCA contempla 13 categorias, incluindo ainda os destaques regionais, totalizando 18 prêmios.

A primeira edição da Bienal das Amazônias reuniu 123 artistas e coletivos de oito países da Pan-Amazônia, além da Guiana Francesa. Participaram representantes de nove Estados brasileiros, com mais de 300 obras expostas.

Criada com a proposta de despertar a reflexão sobre como se faz arte na região sem estereótipos, a instituição Bienal das Amazônias promove a difusão do conhecimento artístico por meio de palestras, encontros temáticos e minicursos. As ações contemplam um extenso projeto pedagógico, com visitas guiadas, workshops e treinamento de monitoria, envolvendo 60 mediadores. As atividades, todas gratuitas, preveem o pagamento de transportes de alunos e professores da rede pública de ensino até os espaços das exposições.

Para a diretora executiva da Bienal das Amazônias, a produtora cultural Lívia Condurú, a proposta da Bienal é deslocar o debate sobre as artes, que historicamente tem partido dos eixos dominantes do mercado. Segundo Lívia, a questão amazônica, para além do bioma, também deve envolver a produção artística. “Não há floresta que se mantenha em pé quando toda a sociedade que existe nela não é ouvida, não é ‘convidada’ a participar de maneira ativa do debate”, afirmou.

Cinco artistas da Bienal estão entre os selecionados

A Bienal das Amazônias teve cinco artistas selecionados entre os finalistas do Prêmio ABCA 2023: Pablo Mufarrej, Anna Bella Geiger, Paula Sampaio, Mariano Klautau Filho e Sandra Benites (curadora).

Paraense, Pablo Mufarrej foi selecionado na categoria “Prêmio Mario Pedrosa: destinado a artista contemporâneo”. Graduado em educação artística com habilitação em artes plásticas pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Mufarrej tem nas gravuras, pinturas e instalações os motes de sua produção artística.

Natural do Rio de Janeiro, Anna Bella Geiger é artista plástica, escultora, pintora, gravadora, desenhista, artista intermídia e professora. Ela concorre ao “Prêmio Clarival do Prado Valadares: destinado a artista, pela trajetória”.

Mineira radicada em Belém, a fotógrafa Paula Sampaio começou a carreira profissional como fotojornalista, em 1987. Frequentou as oficinas da Fotoativa e atuou como repórter fotográfica e documentarista. É graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (UFPA), especialista em Comunicação e Semiótica e em Ciências Humanas. Desde 1990 realiza projetos e ensaios de fotografia sobre os processos de migração e colonização na Amazônia. Paula também concorre ao “Prêmio Clarival do Prado Valadares: destinado a artista, pela trajetória”.

Mariano Klautau Filho, fotógrafo paraense, é finalista do “Prêmio Maria Eugênia Franco: destinado à curadoria de exposições”, pela coordenação geral da exposição “À sombra do meu eu”, ao lado dos curadores Jorge Eiró e Yasmin Gomes, realizada na Galeria de Arte Graça Landeira, da Universidade da Amazônia (UNAMA).

Nascida na Terra Indígena Porto Lindo, em Japorã (MS), no Mato Grosso do Sul, Sandra Benites é pesquisadora e ativista Guarani. Atua como antropóloga, curadora de arte e educadora. Sandra concorre ao “Prêmio Cicillo Matazazzo: destinado à personalidade atuante no meio artístico”.

Elza Lima

FINALISTAS PRÊMIO ABCA 2023

1. Prêmio Gonzaga Duque: destinado a crítico associado, pela sua atuação ou publicação de livro.

1.Alecsandra Matias de Oliveira

2. Afonso Medeiros

3. Felipe Chaimovich

2. Prêmio Mario Pedrosa: destinado a artista contemporâneo.

1. Dalton Paula

2. Pablo Mufarrej

3. Sérgio Adriano H.

3. Prêmio Sergio Milliet: destinado a um pesquisador (associado ou não), por trabalho de pesquisa publicado.

1. Sonia Gomes Pereira – Livro: Más notícias. São Paulo: EDUSP, 2023

2. Mariza Bertoli, in memoriam – Livro: O mítico e o político na obra de Humberto Espíndola. Cuiabá: Editora Entrelinhas, 2023

3. Maria de Fátima Morethy Couto – Livro: A Bienal de São Paulo e a América Latina: trânsitos e tensões (1950-1970). Campinas: Editora Unicamp, 2023

4. Prêmio Cicillo Matazazzo: destinado à personalidade atuante no meio artístico.

1. Orandi Momesso

2. Adriano Pedrosa

3. Sandra Benites

5. Prêmio Mário de Andrade: destinado a crítico de arte, pela trajetória.

1. Pedro Martins Caldas Xexéo (in memoriam)

2. Moacir dos Anjos

3. Maria José Justino

6. Prêmio Clarival do Prado Valadares: destinado a artista, pela trajetória.

1.Ana Bella Geiger

2. Paula Sampaio

 3. Amador Perez

7. Prêmio Maria Eugênia Franco: destinado a curadoria de exposições.

1. Daisy Peccinini, O Feminino na Obra de Victor Brecheret, realizada no Museu Oscar Niemeyer (MON), Curitiba, Paraná, 2023

2. Deri Andrade, Encruzilhadas da arte afro-brasileira, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – São Paulo, 2023-2024

3. Mariano Klautau Filho (coordenação geral), À sombra do meu eu, com mais os curadores Jorge Eiró e Yasmin Gomes, realizada na Galeria de Arte Graça Landeira, da Universidade da Amazônia (UNAMA), 2023

8. Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade: destinado à instituição por sua programação.

1. FVCB-Fundação Vera Chaves Barcellos – Viamão (Rio Grande do Sul)

2. Pinacoteca do Ceará – Fortaleza (Ceará)

3. MON – Museu Oscar Niemeyer – Curitiba (Paraná)

 9. Prêmio Antônio Bento: difusão das artes visuais na mídia.

1. Zeca Brito (José Teixeira Brito), A arte da diplomacia (filme)

2. Revista Continente (Pernambuco)

3. Revista DasArtes (São Paulo)

10. Prêmio Paulo Mendes de Almeida: destinado à melhor exposição do ano.

1. 35ª Bienal Internacional de São Paulo (São Paulo)

2. 1ª Bienal das Amazônias: Bubuia – Águas como Fonte de Imaginações e Desejos, Belém, PA (Pará)

3. Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro – SESC Belenzinho, São Paulo (São Paulo)

11. Prêmio Emanuel Araújo: destinado ao reconhecimento de Coleção/Acervo/Conservação/Documentação histórica

1. Espaço Cultural Casa das 11 Janelas (Museu de Arte Contemporânea – Belém (Pará)

2. Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – (São Paulo)

3. Centro de Memória Usiminas: Museu de Arte – Ipatinga (Minas Gerais)

12. Prêmio Yêdamaria (Yêda Maria Corrêa de Oliveira): destinado a instituições, pessoas e projetos que promovam ações de impacto amplo em processos educativos e de mediação nos vários campos das artes, em espaços formais e não formais.

1. Evelyn Berg (in memoriam). Criadora do Instituto Arte na Escola (São Paulo)

2. Bienal da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro – EBA/UFRJ- IX Bienal EBA 2023 (Rio de Janeiro)

3. Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes (Goiânia)

13. Prêmio Gilda de Melo e Sousa: destinado ao reconhecimento de críticos/as, em início de carreira, independentemente da idade, por sua produção, ou engajamento em projetos inovadores de divulgação da crítica de arte.

1.Igor Simões

2. John Fletcher

3. Marcelo Mari

FINALISTAS Prêmio Destaques regionais: destinado aos destaques de cada região do país, sendo que consideramos as cinco regiões – Norte, Sul, Nordeste, Centro Oeste e Sudeste.

Total: 5 destaques regionais, sendo um por região, podendo duplicar prêmio na indicação geral.

Região Norte:

1. Mariano Klautau Filho – Curadoria de exposições

2. Afonso Medeiros – Crítico/a associado por sua atuação ou publicação de livro

3. 1ª Bienal das Amazônias – Melhor exposição do ano

Região Sul:

1.IO – Duo de artistas constituído por Laura Cattani e Munir Klamt – Artista contemporâneo

2. Exposição ‘Etérea”, realizada no Instituto Collaço Paulo, em Florianópolis – Melhor exposição do ano

3. Pinacoteca Barão de Santo Ângelo (Instituto de Artes – UFRGS) – Reconhecimento de Coleção/Acervo/Conservação/Documentação histórica

Região Sudeste:

1. Pedro Martins Caldas Xexéo (in memoriam) – Personalidade atuante no meio artístico.

2. IX Bienal da Escola de Belas Artes Promovida pela Escola de Belas Artes da UFRJ – Instituições, pessoas e projetos que promovam ações de impacto amplo em processos educativos e de mediação nos vários campos das artes, em espaços formais e não formais.

3. SESC- São Paulo – Instituição por sua programação.

Região Nordeste:

 1. Museu de Arte Moderna da Bahia – Instituições, pessoas e projetos que promovam ações de impacto amplo em processos educativos e de mediação nos vários campos das artes, em espaços formais e não formais

2. Bienal Internacional do Sertão – Instituições, pessoas e projetos que promovam ações de impacto amplo em processos educativos e de mediação nos vários campos das artes, em espaços formais e não formais?

3.  Cícero Alves dos Santos – Véio – Artista contemporâneo.

Região Centro-Oeste:

1. Benedito Ferreira – Artista Contemporâneo.

2. Exposição coletiva “Atualização do sistema”, na galeria principal do Museu Nacional da República – Melhor exposição do ano


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