Educação
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O período eleitoral é uma ótima oportunidade para debater a importância da participação política na construção do país que desejamos, buscando entender como nossas escolhas impactam a vida, para que possamos fazê-las de forma cada vez mais consciente. Partindo desta premissa, a professora da sala de recursos multifuncionais Fátima Cabral e Silva, da Escola de Tempo Integral (ETI) Luiz Nunes de Oliveira, que fica no distrito rural de Buritirana, realizou o projeto Eleitor do Futuro com os alunos do ensino fundamental do 1º ao 9º ano.
As atividades do projeto aconteceram durante o mês de agosto de 2024 e tiveram sua culminância durante a Semana da Diversidade e Inclusão da rede municipal, entre os dias 19 e 23. Com a ajuda do Simulador do TSE disponível em https://www.tse.jus.br/hotsites/simulador-de-votacao/ foi possível criar partidos e personagens de candidatos, fazendo uso da tecnologia aliada à práxis pedagógica.
As aulas interdisciplinares explicaram o funcionamento das eleições, abordando criação de partidos, produção de textos, horário eleitoral, oralidade para campanha, produção de propostas de candidatura, inclusão de alunos com necessidades educativas especiais dentro da organização das chapas, mesários voluntários para o pleito eleitoral oficial, dentre outras temáticas. Com as cédulas de votação, os estudantes puderam experimentar o voto impresso, já extinto no país.
Segundo a professora Fátima, entre os objetivos do Eleitor do Futuro estão cultivar valores em que a diversidade de opiniões seja respeitada e o diálogo uma prioridade. O projeto também propicia instrumentos para que os alunos possam questionar a realidade e refletir sobre questões sociais, políticas e econômicas que afetam suas vidas e comunidades, além de construir os conceitos de democracia e eleição. São explicadas as funções de prefeitos e vereadores e o significado de termos como convenção, comício, assembleia, urna, cidadania, fake news, voto e título de eleitor.
“Embora estudantes do ensino fundamental ainda não votem, a política faz parte da vida deles. Quem não vivencia conflitos familiares ou entre amigos e precisa, de forma coletiva, encontrar uma solução? Quem, nestes processos, não precisa negociar, ceder ou respeitar as decisões diferentes da sua? E todas estas ações são essenciais no exercício da política,” ressalta a professora.
Acerca da importância de se promover este projeto em uma escola rural, ela explica que a representatividade e a inclusão são importantes para as comunidades rurais, por isso os estudantes devem compreender que suas vozes também podem influenciar o modo como essas comunidades são vistas e atendidas pelo poder público. “Há por fim a preparação para o futuro. O conhecimento sobre eleições pode propiciar o surgimento de futuras lideranças, desenvolvendo a autonomia desde cedo e contribuindo para a sua comunidade”, finaliza.
Texto: Redação Semed
Edição: Denis Rocha/Secom
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