SOLIDARIEDADE




Foto: Ascom Sesma
“Só tenho gratidão aos profissionais da Prefeitura de Belém, porque dão continuidade ao tratamento com o programa Melhor em Casa. Depois de praticamente três anos com meu filho hospitalizado, vamos passar o Natal em casa, sem risco de infecções e outros problemas. Isso é uma grande vitória pra gente”, comemora Regiane Araújo, mãe do pequeno Ravvi Luccas Araújo, paciente de 3 anos de idade, durante a visita que faz parte da campanha Natal Solidário, que encerra nesta sexta-feira, 20, nos domicílios de pacientes em estado de vulnerabilidade.
Natal Solidário é uma ação da Prefeitura de Belém, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), por meio Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) e programa Melhor em Casa. Durante as visitas, técnicos da Sesma vão às casas dos pacientes que precisam de acompanhamento de oxigenoterapia, ventilação mecânica para melhorar a atividade de respiração e outros cuidados correlatos.
Na época natalina, durante a visita, a equipe de saúde conversa com as famílias sobre o tratamento oferecido ao paciente e oferece cestas básicas e brinquedos. A família de Ravvi é originária do município de Nova Esperança do Piriá e foi encaminhada para Belém depois do menino ser diagnosticado com uma toxoplasmose congênita, contraída no período de gravidez.
Como consequência, a criança desenvolveu doença pulmonar crônica e amiotrofia muscular espinal, doença degenerativa que afeta as células nervosas da medula espinhal e causa a perda de força e volume dos músculos, daí a necessidade de oxigenoterapia e ventilação mecânica, para evitar a apneia noturna. Hoje, o quadro clínico de Ravvi se encontra estável e continua sendo atendido pelos profissionais da Sesma em casa.
“Enquanto profissionais de saúde, o nosso papel vai além de tratar doenças e da continuidade da saúde física, pois também nos importamos com o bem-estar emocional e social dos nossos pacientes, o que faz toda a diferença na qualidade do cuidado que proporcionamos. É a verdadeira cura”, explica o médico Gabriel Gaia, que faz parte da coordenação do programa Melhor em Casa.
Segundo ele, é importante conversar com as famílias, ouvir o que estão sentindo e oferecer apoio emocional, esse é um suporte psicológico fundamental no contexto da oxigenoterapia domiciliar para o tratamento de doenças crônicas graves. Como é o caso de Dilcilene de Castro, de 51 anos, que retirou parte do pulmão depois de ser diagnosticada com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), cardiopatia e fibrose pulmonar, que resulta na perda de peso, cansaço e falta de ar.
Há cinco anos, Dilcilene conseguiu, por meio do Serviço de Oxigenoterapia Domiciliar (SOD), da Sesma, ser inserida no programa Melhor em Casa, com acompanhamento da assistente social Marlúcia Silva e da fisioterapeuta Nayara Magno. “Entrei em contato com a Sesma e tive retorno rápido. Hoje, apresento 80% de melhora e sou grata ao empenho dos funcionários e à instituição, porque facilitaram o meu tratamento com o programa Melhor em Casa”.
Tenacidade - Dar continuidade à luta pela saúde da família é o exemplo de Maria de Nazaré Sodré, de 82 anos, que, ao lado de seu esposo, dá conta dos cuidados necessários ao tratamento de sua neta, Danielle Aguiar, de 19 anos. A jovem tem cardiopatia congênita, doença que se caracteriza com a má formação na estrutura ou função do coração, que surge durante a fase embrionária.
Maria diz que a neta apresentou como sintomas a pele roxa, cansaço e febre alta. “Com a oxigenoterapia, tivemos estabilidade no espaço de seis meses, graças ao uso de cilindros e do acompanhamento mensal dos profissionais do serviço social e da fisioterapia. Meus netos são tudo pra mim e o importante é ter saúde”, enfatiza a avó da jovem.
O Natal Solidário reflete o compromisso com o atendimento humanizado, com a construção de um vínculo sólido com os profissionais de saúde, pacientes e suas famílias. A campanha marca presença nos bairros Curió-Utinga, Bengui, Guamá, Terra Firme, Mangueirão, Águas Lindas, Tenoné, Cabanagem e Marambaia.