AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
As escolas acolheram os estudantes com café da manhã antes da prova e depois teve a tradicional merenda escolar (Foto: Luís Miranda/Semec)
“Com certeza foi um sucesso”, avalia o secretário de Educação, Ciência e Tecnologia de Belém, Patrick Tranjan, sobre a aplicação das provas da Avaliação Diagnóstica Belém 2025, realizada nas escolas municipais do dia 18 até esta quinta-feira (20).
O exame ocorreu em 97 das 204 unidades municipais de ensino e teve a participação de mais de 34 mil alunos do 2° ao 9° ano, alcançando 95% dos estudantes, um recorde.
A avaliação é uma forma de verificar o nível de aprendizagem e as dificuldades enfrentadas pelos estudantes da rede municipal em questões de Língua Portuguesa e Matemática.
O resultado da avaliação será publicado pela Semec e servirá de base para subsidiar os professores em sala de aula, indicando os problemas de aprendizado de cada aluno. Com isso, os educadores podem definir os conteúdos e materiais adequados para garantir uma educação de qualidade na rede de ensino.
“A participação dos alunos na avaliação foi massiva, isso vai ajudar a gente a fazer um mapa de aprendizado dos nossos estudantes. Com essa avaliação, começa o trabalho de fato, que é dar suporte para os professores em salas de aula”, falou o secretário.
Acolhida e alimentação
Nos dias de aplicação do exame, além da merenda escolar, as unidades de educação também serviram um café da manhã para acolher os estudantes antes das provas.
Pedro Mikael Rocha, 14 anos, é estudante do 9° ano da Escola Alzira Pernambuco. Para ele, a avaliação diagnóstica vai mostrar quem tem ou quem não tem o domínio da escrita e da leitura. “Achei legal essa prova, porque tem muita gente na escola que não aprendeu direito, ficam só escrevendo, escrevendo, mas não aprenderam nada”, avalia Pedro.
Nos dias de prova, o secretário de educação visitou as escolas para reunir com alunos e profissionais de educação. Durante as conversas, ouviu sobre dificuldades enfrentadas pelas unidades e discutiu propostas para melhorar o dia a dia. “Os maiores interessados nas escolas são os estudantes e nós precisamos ouvi-los. Vamos criar um canal de escuta, que faça essa ponte entre os alunos e a Secretaria de Educação”, pontuou o secretário.
Texto: Luís Miranda
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