SAÚDE

O Brasil vive uma crise de saúde mental com impacto direto na vida de trabalhadores e de empresas. De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Previdência Social, mais de 440 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais e comportamentais, configurando o maior índice já registrado na história.
Esse crescimento exponencial reflete não apenas a intensificação das pressões no ambiente de trabalho, mas também o impacto de fatores como a instabilidade econômica, o avanço das novas tecnologias e a dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Especialistas apontam que a sobrecarga, a falta de apoio psicológico e a precarização das relações de trabalho têm sido determinantes para o aumento expressivo desses afastamentos, evidenciando a necessidade urgente de políticas públicas e empresariais voltadas à promoção da saúde mental no ambiente corporativo.
Segundo a psiquiatra Daniele Boulhosa, as empresas precisam repensar suas políticas de bem-estar e implementar práticas que promovam a saúde mental de seus colaboradores, oferecendo suporte e criando espaços de escuta e acolhimento. "Investir na saúde mental dos trabalhadores não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas também de produtividade e sustentabilidade para as empresas”, destaca.
Ainda de acordo a especialista, um ambiente mais saudável reduz o absenteísmo, melhora o clima organizacional e aumenta o engajamento dos colaboradores. “Medidas como flexibilização da jornada, programas de apoio psicológico e promoção de uma cultura organizacional mais humanizada são essenciais para enfrentar essa crise", finaliza.