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De acordo com um estudo do site de recrutamento CareerBuilder, 77% das empresas acreditam que as habilidades comportamentais (soft skills) são tão importantes quanto as competências técnicas (hard skills) no dia a dia de trabalho. Essas habilidades interpessoais envolvem inteligência emocional, comunicação eficaz, liderança, adaptabilidade, criatividade e capacidade de resolver problemas – aspectos essenciais para qualquer profissional no mercado atual.
Embora por muito tempo as soft skills tenham sido associadas apenas ao mundo corporativo, a tendência agora é que esse desenvolvimento comece ainda na escola, preparando os alunos para os desafios do futuro profissional desde cedo.
O maior desafio no desenvolvimento das soft skills está no processo de aprendizagem. Ao contrário das hard skills – que podem ser adquiridas por meio de cursos, treinamentos e experiências acadêmicas – as soft skills são construídas ao longo da vida, por meio da vivência e da interação social. Esse processo demanda tempo e prática constante.
“Por isso, elas são tão valorizadas no mercado de trabalho, pois não são apenas ensinadas, mas desenvolvidas a partir da infância, quando a personalidade está em formação. Esse é o momento ideal para fortalecer essas habilidades e preparar os alunos para a vida”, explica Fabrício Alves, diretor da Escola Canadense de Belém.
Segundo Fabrício, as soft skills impactam diretamente o crescimento profissional, tornando os alunos mais preparados para os desafios do século XXI. “Uma das habilidades mais importantes é a capacidade de comunicação e empatia. A facilidade de interagir com outras pessoas, ouvir e compreender diferentes perspectivas é essencial tanto para viver em sociedade quanto para o ambiente de trabalho. Além disso, a capacidade de resolver problemas complexos e atuar de maneira colaborativa são diferenciais competitivos no mercado atual”, destaca.
Outro ponto essencial é o desenvolvimento da inteligência emocional, uma das habilidades mais valorizadas pelas empresas. “Saber lidar com emoções, tanto as próprias quanto as dos outros, faz toda a diferença na tomada de decisões, no trabalho em equipe e no gerenciamento do estresse. No ambiente escolar, essa habilidade pode ser estimulada por meio de brincadeiras, dinâmicas, projetos interdisciplinares e interações diárias entre os alunos”, ressalta o diretor.
Para que essas habilidades sejam efetivamente incorporadas, elas precisam ser vivenciadas na prática. “Aqui na Escola Canadense de Belém, desenvolvemos essas competências de forma natural, incentivando atividades em grupo, projetos interdisciplinares, clubs (atividades extracurriculares) e dinâmicas que estimulam a criatividade e a solução de problemas. Dessa forma, nossos alunos não apenas aprendem conteúdos acadêmicos, mas também desenvolvem as competências essenciais para seu futuro profissional e pessoal”, diz Fabrício Alves, acrescentando que “Em um mundo cada vez mais dinâmico e exigente, preparar os alunos para além do conhecimento técnico é um diferencial que pode transformar vidas. E quanto antes esse processo começar, mais preparados estarão para os desafios que virão”.