100 DIAS DE GESTÃO


Foto: Jader Paes
Desde os primeiros dias da gestão do prefeito Igor Normando, cuidar e proteger a população das doenças consideradas endêmicas foi uma prioridade. Diante disso, uma das principais ações foi promover a intensificação de mutirões de combate à dengue em todos os distritos de Belém e expandir a vacinação, para além das unidades básicas, levando-a para pontos estratégicos como praças e shoppings, principalmente contra a Covid-19 e a influenza, que são os casos que mais aumentam em épocas de chuvas intensas.
Desde janeiro, a Prefeitura de Belém tem intensificado os esforços no combate à dengue, realizando seis mutirões de combate ao Aedes aegypti em bairros estratégicos do município, como Pedreira, Outeiro, Icoaraci, Mosqueiro, Umarizal/Reduto e Tapanã. O objetivo dessas ações tem sido identificar e eliminar focos de proliferação do mosquito, que representam um grande risco à saúde da população.
Durante esses mutirões, mais de 14 mil imóveis foram visitados, permitindo a inspeção e a remoção de criadouros do mosquito. Até o momento, as equipes de saúde conseguiram eliminar 6.000 focos de Aedes aegypti, um número significativo que contribui diretamente para a redução dos índices de infestação na cidade.

Lucilene Trindade, 58 anos, moradora do bairro da Pedreira, conta que as visitas dos agentes de saúde aumentaram nesses últimos meses. E isso, aliado ao cuidado que ela mantém em casa, gerou resultados positivos. "Aqui ninguém pegou dengue! Faço a limpeza normal no dia a dia e, de 15 em 15 dias, uma limpeza geral para evitar mosquitos, insetos, ratos e outros bichos. Aliado com a visita dos agentes, que conseguimos visualizar que agora sim está sendo de forma rotineira e mais presente, o resultado não poderia ser outro."

Essas ações impactaram diretamente na redução do número de casos confirmados de dengue em Belém. De janeiro a março deste ano, a cidade alcançou uma redução expressiva de 83,8% nos casos confirmados de dengue, em comparação ao mesmo período de 2024. De acordo com o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, a capital paraense registrou 273 casos entre janeiro e março de 2025, enquanto no mesmo intervalo de 2024 foram contabilizados 1.694 casos.
Expansão da vacinação
Outro cuidado da gestão, nos primeiros 100 dias, foi a implementação de ações significativas para garantir a proteção da população, com destaque para a imunização contra a influenza e a Covid-19. Contra a influenza, mais de 275 mil pessoas foram vacinadas até o momento. Já com a vacina contra a Covid-19, que é destinada aos grupos prioritários, mais de 17 mil pessoas foram vacinadas de janeiro a março.
A Prefeitura promoveu mais de 15 ações de vacinação em locais estratégicos, como shoppings e praças, facilitando o acesso da população à imunização. As vacinas foram disponibilizadas nos cinco principais shoppings da capital, além de ações em parceria com o Governo do Estado e outras iniciativas municipais.

Em relação à vacinação com os demais imunizantes, a gestão municipal superou as expectativas ao vacinar 13,74% a mais em 2025, o que corresponde a 25 mil doses a mais aplicadas em comparação com o mesmo período do ano anterior em Belém. No primeiro trimestre de 2024, foram aplicadas 186.898 doses, enquanto em 2025 esse número subiu para 212.565 doses. Esse feito reflete o esforço contínuo da Prefeitura, com vacinas aplicadas nas unidades básicas de saúde, pontos estratégicos, campanhas de vacinação e ações de rotina.
Quando se analisa a vacinação de rotina para bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos, o crescimento é ainda mais impressionante, com um aumento de 138% em comparação com o ano passado. Em 2024, foram aplicadas 5.655 doses, enquanto em 2025 esse número disparou para 13.415 doses, um aumento notável!
Na vacinação de campanha, a Prefeitura também obteve resultados surpreendentes, com um crescimento de 38,18% em relação a 2024. Durante a campanha nos primeiros três meses de 2024, 58.344 doses foram aplicadas, e em 2025 esse número subiu para 80.620 doses, um aumento expressivo que demonstra o sucesso das estratégias adotadas.
Revolução na Saúde de Belém: contratação de 351 novos profissionais
A nova gestão municipal chegou para transformar a saúde em Belém! Em uma ação ousada e transformadora, a atenção primária à saúde foi fortalecida. Quando assumiu a gestão, a Prefeitura encontrou um cenário alarmante: a falta de equipes adequadas e a escassez de profissionais geraram um colapso nos serviços preventivos, o que resultou em uma superlotação nas unidades de emergência.
Como consequência da administração anterior, Belém ocupava uma das piores posições no ranking do PrevineBrasil, o programa do Ministério da Saúde. No último quadrimestre de 2024, a cidade amargava a 137ª posição entre os 144 municípios do Pará. Mas para reverter esse quadro desastroso, a Prefeitura contratou 351 novos profissionais da saúde, aprovados no Processo Seletivo Simplificado (PSS) 01/2024. Esse time de médicos, enfermeiros, odontólogos, técnicos em enfermagem, técnicos em prótese dentária e técnicos em saúde bucal chegou para dar um grande passo rumo à recuperação da saúde pública em Belém.
Esses novos profissionais foram alocados na Atenção Primária à Saúde (APS) e nas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), que atuam diretamente nas Unidades Básicas de Saúde. A ampliação da cobertura e a qualidade do atendimento à população são as prioridades agora. E a saúde bucal, que ainda está em apenas 30% de cobertura, será um dos focos principais, com a meta de expandir o acesso e melhorar a qualidade dos serviços de forma imediata e eficaz.
Geraldo Gregório Filho, 41 anos, cirurgião dentista e um dos 351 novos contratados, não esconde a emoção e a gratidão pela chance de fazer parte dessa transformação. Atualmente, ele está atuando na Unidade Básica de Saúde da Pirajá e relembra a espera ansiosa pela convocação: "Nós aguardamos essa convocação desde julho de 2024, mas nunca foi realizada pela gestão anterior. No entanto, acreditávamos que com a entrada do prefeito Igor finalmente seríamos lembrados, pois a população precisa de nós. Hoje, nossa prioridade é garantir um atendimento pleno e de qualidade para nossa população, e, de mãos dadas com o nosso prefeito, vamos fazer um trabalho de excelência, atendendo as pessoas da melhor maneira possível".

Investimentos estratégicos em insumos
A nova gestão da Prefeitura de Belém deu um passo decisivo para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento à saúde na cidade. Uma das primeiras e mais essenciais ações foi o reabastecimento de medicamentos nas unidades básicas de saúde, bem como nas unidades de urgência e emergência. O objetivo central dessa iniciativa é assegurar que todos os pacientes recebam o tratamento adequado, com medicamentos e insumos essenciais sempre disponíveis, sem interrupções.
Com o intuito de atender à demanda de forma eficiente e sustentável, a gestão iniciou uma profunda revisão dos contratos anteriores, adaptando-os à realidade financeira do município. Esse processo de ajuste possibilitou encontrar alternativas que permitaram a compra de medicamentos essenciais e insumos necessários para que as unidades de saúde possam funcionar de maneira ininterrupta e atender à população de Belém sem obstáculos. A revisão de contratos também incluiu medidas para superar a escassez de insumos, além de garantir que os estoques de medicamentos estejam sempre plenos e atualizados, evitando a falta de recursos que poderia comprometer o atendimento à saúde.
Uma das ações mais significativas foi a implementação de compras mais planejadas, uma estratégia que otimiza o uso dos recursos públicos e assegura a manutenção contínua dos estoques de medicamentos. Com isso, a gestão busca eliminar o risco de desabastecimento e garantir que a população tenha acesso constante aos tratamentos necessários.
Além disso, a Prefeitura iniciou tratativas com fornecedores estratégicos para regularizar pendências anteriores e garantir o cumprimento dos contratos firmados, assegurando que a cidade não enfrente mais períodos de desabastecimento que prejudicam a saúde da população.
Entre os medicamentos prioritários da nova gestão, destacam-se as insulinas, que nos últimos anos sofreram com um desabastecimento constante. A falta desse medicamento tem sido um desafio crítico para muitas pessoas em Belém, especialmente para aqueles que dependem da insulina para controlar o diabetes e manter sua saúde e qualidade de vida. A escassez de insulina não só afeta a saúde dos pacientes, mas também gera angústia e insegurança.
Em resposta a esse problema, a gestão municipal estabeleceu um canal direto de diálogo com a Associação de Diabéticos do Estado do Pará (ADEPA), visando fortalecer a participação da sociedade civil nas decisões relacionadas ao abastecimento e ao atendimento dos pacientes. Em uma reunião com a ADEPA, foram apresentadas estratégias claras para evitar novos desabastecimentos e para melhorar a gestão do estoque de insulina, de forma a garantir que todos os pacientes tenham acesso ao medicamento de forma regular e suficiente.
“Há cerca de 8 anos, a luta tem sido diária, mas foi em 2023 e 2024 que sentimos o peso da falta de insulina e dos insumos necessários. Era angustiante... Conseguíamos receber insulina para um mês, mas logo depois ficávamos sem nada para os meses seguintes. Quando finalmente o medicamento chegava, vinha em quantidade insuficiente para atender toda a demanda. Hoje, percebemos um esforço genuíno para garantir o abastecimento regular e incluir os pacientes nas decisões. Com um gestor médico à frente da pasta da saúde, nossa confiança foi renovada”, afirmou Wendel Lobato, insulino-dependente desde os 8 anos e representante da Associação de Diabéticos do Estado do Pará (ADEPA).

Capacitação dos profissionais da saúde
Em apenas 100 dias, a gestão municipal da saúde já capacitou mais de 4.300 profissionais, entre médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e agentes de endemias. Essas iniciativas visam não apenas melhorar a qualidade do atendimento em Belém, mas também fortalecer a rede de saúde com profissionais mais qualificados, aptos a enfrentar os desafios da saúde pública e a atender de maneira eficiente e humanizada a população belenense.

Com a contratação de 351 novos profissionais através do Processo Seletivo Simplificado (PSS), a Prefeitura investiu em treinamentos especializados para garantir que esses profissionais estejam bem preparados para atender às crescentes demandas dos serviços de saúde e melhorar o atendimento em todas as unidades da cidade.
Além disso, a formação contínua dos agentes de endemias tem sido um foco importante. Esses profissionais desempenham um papel essencial na prevenção e controle de doenças, realizando atividades como visitas domiciliares, combate à proliferação de mosquitos e acompanhamento da saúde das comunidades. A gestão tem reforçado essa capacitação para garantir um atendimento mais eficiente e eficaz à população.
No combate ao HIV, a gestão tem se empenhado em fortalecer as estratégias de prevenção e tratamento. Com a capacitação de 40 médicos, 40 enfermeiros e 40 Agentes Comunitários de Saúde, a cidade tem aprimorado o manejo clínico do HIV, a adesão ao tratamento e as estratégias de prevenção combinada. As atividades, realizadas em instituições como a Casa Dia, URE DIPE, Centro de Testagem e Aconselhamentpo (CTA) e Barros Barreto, têm fortalecido a rede de atenção e cuidado integral.
A parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Ministério da Saúde também tem sido fundamental para qualificar os profissionais de Atenção Primária à Saúde (APS). O projeto "Capacitação em Atenção Primária" já beneficiou mais de 1.900 profissionais, o que tem gerado resultados positivos na melhoria do atendimento à população e na busca ativa de doenças prioritárias.
A Prefeitura de Belém também aderiu ao Programa Mais Saúde com Agente, uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Este programa visa capacitar 1.637 agentes de saúde, sendo 526 Agentes de Combate a Endemias (ACEs) e 1.111 Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), para um desempenho mais eficiente em suas funções, fortalecendo a rede de atenção primária e melhorando o atendimento à população.
Além disso, em parceria com o Hospital Barros Barreto, cerca de 350 profissionais de saúde das unidades básicas de saúde e das unidades de urgência e emergência receberam capacitação sobre meningite. As formações abordaram temas como a identificação precoce dos sintomas, protocolos de atendimento e estratégias de prevenção, visando aumentar a eficácia no diagnóstico e tratamento precoce da doença, garantindo maior segurança e bem-estar à população.
Investimentos e melhorias na infraestrutura
A Prefeitura de Belém deu um importante passo para fortalecer a Rede de Urgência e Emergência (RUE) do município com a aquisição de cinco novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Com a chegada desses novos veículos, o SAMU ampliou sua capacidade para realizar 700 atendimentos mensais a mais.
Além disso, a Prefeitura restabeleceu a realização de exames de tomografia no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM da 14), após dois meses de interrupção devido a problemas técnicos no tomógrafo. O equipamento, que esteve fora de operação desde o início de novembro do ano passado, passou por uma manutenção completa e agora está funcionando plenamente, garantindo a continuidade do atendimento aos pacientes. Com o retorno do tomógrafo, o PSM da 14 retoma a realização de cerca de 200 exames diários.
A gestão municipal iniciou ainda um abrangente plano de reformas e revitalização das unidades de saúde, com foco em melhorias emergenciais em hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que estavam em condições precárias devido à falta de manutenção ao longo dos anos. Essas reformas são as primeiras de um plano que abrangerá todas as unidades de saúde do município.
Entre as unidades que estão passando por reformas, destacam-se a UBS do Tapanã, o ESF Terra Firme – que está em fase final, com entrega prevista para os próximos dias – e a UBS de Icoaraci.
Viradão da Saúde
Como forma de ampliar o acesso da população a consultas especializadas e reduzir as filas de regulação, que ano após ano só cresciam, a Prefeitura de Belém lançou o programa Viradão da Saúde. Através dessa iniciativa, nesses primeiros 100 dias de governo, mais de 1.000 pessoas que aguardavam nas filas de regulação para especialidades consideradas gargalos da saúde, como ortopedia, oftalmologia, endocrinologia, dermatologia, cirurgia geral e pneumologia, já foram atendidas. Em algumas dessas especialidades, mais de 50% das filas foram reduzidas. A intenção da gestão, enquanto reestrutura o sistema de saúde municipal, que foi encontrado totalmente deficitário, é zerar essas filas, adotando estratégias como essa.
A primeira edição ocorreu em janeiro, na Usina da Paz do Bengui, atendendo moradores dos bairros Bengui e Tapanã. A segunda edição foi realizada no distrito de Icoaraci, e a terceira aconteceu na Unidade Básica de Saúde do Tapanã, atendendo o público desse bairro e dos bairros vizinhos. O Viradão da Saúde é uma realização da Prefeitura em parceria com universidades, hospitais e clínicas parceiras.
Maria de Lourdes, de 66 anos, é um exemplo de como o Viradão da Saúde pode transformar vidas. Ela aguardava na fila de espera para consultas de ortopedia há mais de um ano. Sofrendo com dores constantes e limitações físicas, Dona Maria não sabia mais quando seria chamada para a consulta. “A dor aumentava e eu vivia com a esperança de um dia ser atendida. Quando recebi a ligação com a data e o horário, quase não acreditei. Foi um alívio”, contou emocionada, acrescentando que, após o Viradão, já iniciou as sessões de fisioterapia para recuperar a mobilidade das pernas.

Aglair do Nascimento, 69 anos, também é um exemplo de que os serviços do Viradão são contínuos até o restabelecimento integral do paciente. No Viradão realizado em Icoaraci, ela foi atendida por um ortopedista para a realização de um procedimento cirúrgico. No dia 11 de março, ela realizou a cirurgia e, hoje, já está se recuperando. “Eu aguardava pela consulta com o ortopedista para saber o que eu tinha no tornozelo há 7 meses. Depois do atendimento no Viradão, o médico ortopedista, após avaliar meus exames, me encaminhou para cirurgia. Meu atendimento foi muito rápido, já fiz a cirurgia e, hoje, estou me recuperando. O Viradão é um projeto muito bom que ajuda muitas pessoas”.

Programa Mais Acesso a Especialistas
Belém foi o primeiro município do Estado do Pará a implementar o programa Mais Acesso a Especialistas, que garantirá mais rapidez nas consultas especializadas e exames, com o objetivo de fechar o diagnóstico do paciente entre 30 a 60 dias. A iniciativa, do Governo Federal em parceria com a Prefeitura de Belém, visa reduzir o tempo de espera para consultas, exames e resultados em especialidades como oncologia (para casos de câncer de mama, colo do útero, gástrico, próstata e colorretal), cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia.
O programa garantirá consultas e exames integrados para a conclusão do diagnóstico, facilitando a detecção precoce de doenças e permitindo o início mais rápido do tratamento.
Dona Izabel, de 66 anos, moradora do bairro Telegráfo e atendida na unidade de saúde da Vila da Barca, foi uma das primeiras pacientes atendidas em Belém através do novo programa. Ela apresentava um problema de mobilidade devido a dores intensas na perna e nos pés. Em um único dia, realizou a consulta especializada com o médico ortopedista, fez exames de imagem e teve garantida a consulta de retorno para o fechamento de seu diagnóstico. “Já iniciei as minhas sessões de fisioterapia e estou tomando todos os medicamentos. Após esse tratamento, devo retornar para uma nova avaliação e espero estar curada. As dores já diminuíram muito”, celebrou.

O programa está em fase de implementação e tem como objetivo zerar a demanda reprimida para essas especialidades, que hoje atinge cerca de 50 mil pessoas. Além disso, o programa atenderá pacientes que necessitam do tratamento integrado para essas especialidades e que diariamente buscam atendimento nas unidades básicas de saúde.