PRODUÇÃO
A compra do material escolar para o ano letivo de 2026 tem impactado o orçamento das famílias brasileiras. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao longo de 2025 manteve pressão sobre itens industrializados, incluindo produtos de papelaria e material escolar.
Além da inflação, o aumento nos custos de produção, transporte e logística tem influenciado o preço final desses produtos no varejo. Levantamentos do comércio indicam que as diferenças de preços podem ultrapassar 200% entre estabelecimentos, a depender da marca, da região e do canal de venda, seja físico ou online.
Para o contador Salomão Júnior, especialista em finanças e planejamento financeiro, o cenário reforça a necessidade de organização financeira por parte das famílias. “O material escolar é uma despesa previsível e concentrada no início do ano. A pesquisa de preços e o reaproveitamento de itens em bom estado são medidas que contribuem para reduzir o impacto no orçamento”, afirma.
A orientação é que pais e responsáveis priorizem itens essenciais, comparem preços e evitem compras por impulso. Segundo o contador, o planejamento é fundamental para reduzir a pressão financeira no início do ano letivo. “Com organização, é possível atravessar esse período de despesas extras sem comprometer o orçamento”, conclui.