INTEGRAÇÃO
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O Hospital Ophir Loyola (HOL), em Belém, passou a integrar uma pesquisa nacional que investiga os fatores genéticos associados ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. A iniciativa faz parte do Projeto Ártemis, desenvolvido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de parceria com o Hospital Moinhos de Vento, dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).
O objetivo do estudo é ampliar o conhecimento científico sobre o AVC, contribuindo para diagnósticos mais precisos, estratégias de prevenção mais eficazes e tratamentos mais adequados à realidade da população brasileira. A pesquisa reúne centros de referência de diferentes regiões do país, formando uma rede colaborativa voltada ao fortalecimento da saúde pública.
No Hospital Ophir Loyola, o projeto é coordenado pelo neurologista Antônio de Matos, com atuação do médico Joel Monteiro de Jesus, também da Neurologia, e apoio do neurorradiologista Eric Paschoal. A iniciativa conta ainda com suporte institucional da Diretoria de Ensino e Pesquisa (DIEP), sob a direção do professor doutor Erick Nelo Pedreira.
Segundo Antônio de Matos, a participação do hospital permite compreender melhor o comportamento do AVC na população atendida pelo SUS no Pará. “O AVC é uma doença de alto impacto, que causa mortes e sequelas importantes. Ao participar de uma pesquisa multicêntrica desse porte, conseguimos analisar como fatores genéticos, clínicos e regionais influenciam a ocorrência da doença em nossa população, o que contribui diretamente para a prevenção e o cuidado”, explica.
Para o diretor da DIEP, professor doutor Erick Nelo Pedreira, o projeto reforça o papel da pesquisa científica na melhoria da assistência. “O AVC gera altos custos sociais e econômicos. Investir em pesquisa clínica e genética ajuda a reduzir a incidência e a recorrência da doença, além de orientar políticas públicas mais eficientes. Isso impacta diretamente na qualidade de vida dos pacientes e na organização do sistema de saúde”, destaca.
Um dos diferenciais do Projeto Ártemis é a análise genética da população brasileira, reconhecida por sua grande diversidade. Por meio de tecnologias avançadas, como o sequenciamento completo do genoma, os pesquisadores buscam identificar variantes genéticas que aumentam o risco de AVC ou influenciam a resposta aos tratamentos, abrindo caminho para terapias mais personalizadas e eficazes no futuro.