Prevenção
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O Carnaval é um momento de celebração para grande parte da população. Além dos desfiles das escolas de samba, cidades de todo o Brasil recebe blocos de rua que reúnem milhares de pessoas para festejar com amigos, familiares e conhecer novas paqueras. É nesse contexto de maior proximidade e casualidade que pode ocorrer a chamada contaminação cruzada. Estar atento à saúde bucal deve ser prioridade para os foliões no Carnaval. O período festivo, marcado por maior interação entre as pessoas e beijos casuais, também pode facilitar a transmissão de doenças.
Embora pareça inofensivo, um beijo pode transmitir vírus, bactérias e fungos, alerta Mayara Kimura, professora de Enfermagem da UNAMA – Universidade da Amazônia. “A transmissão de doenças pelo beijo é um risco que deve ser considerado, principalmente em ambientes de aglomeração, como o Carnaval, onde o contato interpessoal é intensificado”, afirma.
A contaminação ocorre por meio da troca de saliva, que pode carregar agentes patogênicos presentes na cavidade oral ou em outras áreas do trato respiratório superior. A especialista cita exemplos de infecções que podem ser transmitidas dessa forma. “Entre as mais conhecidas estão a herpes labial, gripes e resfriados e a candidíase. Além dessas, há também a mononucleose infecciosa, popularmente chamada de ‘doença do beijo’. Essas infecções podem causar mal-estar, dor de garganta, febre e aumento dos gânglios linfáticos”, explica.
Como forma de prevenção, a enfermeira recomenda fortalecer o sistema imunológico e manter a vacinação em dia. Além disso, reforça a importância dos cuidados com a higiene. “Não compartilhe itens pessoais. Evite beber no copo de outras pessoas ou utilizar os mesmos canudos e talheres. A contaminação pode ocorrer tanto pelo beijo quanto pelo compartilhamento de objetos”, conclui.