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Um dia histórico para a categoria médica no estado do Pará. Médicos, estudantes, representantes da sociedade civil e parlamentares se reuniram nesta segunda-feira (23), na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, em uma Sessão Solene que colocou no centro do debate a criação de um piso salarial para os profissionais da medicina.
A mobilização, articulada pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa), reuniu importantes nomes ligados à saúde e ao poder público, e marcou o início de um movimento institucional para viabilizar a proposta por meio do Executivo estadual.
Durante o encontro, a deputada Maria do Carmo explicou o caminho necessário para que o projeto avance. Segundo ela, a Assembleia pode indicar a proposta, mas a iniciativa legal precisa partir do governo do estado.
“Vamos apresentar o projeto aqui na Assembleia, ele segue a tramitação normal, mas depois precisa ir para o governador, que encaminha à Procuradoria Geral do Estado. É o Executivo quem pode legislar sobre esse tema, mas nós podemos indicar e provocar esse debate”, destacou.
A parlamentar também demonstrou confiança no avanço da pauta. “É uma categoria muito respeitada. Tenho certeza de que o governo vai dar a devida importância, porque sabemos o que significa ter médicos nos rincões de um estado como o Pará. Para isso, é preciso ter atrativos, e o principal deles é um salário digno”, afirmou.
A sessão foi marcada por discursos que reforçaram que a luta vai além de uma pauta corporativa. Para o conselheiro e coordenador do núcleo acadêmico do Sindmepa, Waldir Cardoso, o piso salarial impacta diretamente a qualidade do atendimento à população.
“Essa não é uma luta exclusivamente dos médicos. É, sobretudo, uma luta em benefício da sociedade. Sem dignidade para o médico, não há dignidade no cuidado. E sem isso, falhamos no nosso principal objetivo, que é atender bem a população”, pontuou.
A médica pediatra Lêda Lima destacou que o momento representa anos de luta e pode ser decisivo para mudar a realidade da categoria no estado.
“São mais de duas décadas acompanhando essa desvalorização. Hoje vemos muitos profissionais deixando o Pará por falta de condições. Um piso digno pode mudar isso, fixar médicos aqui e garantir atendimento melhor para a população. Esse é um momento histórico, que traz esperança principalmente para os mais jovens”, afirmou.
Do ponto de vista econômico, o supervisor técnico do Dieese no Pará, Everson Costa, ressaltou que o estado tem condições de avançar com a proposta.
“O Pará reúne condições econômicas favoráveis para discutir a implantação do piso. Mas, além disso, existe uma urgência social. Os dados mostram precarização e falta de estrutura na saúde. Valorizar o médico é parte fundamental da solução”, explicou.
A mesa da sessão contou ainda com a participação de representantes de diferentes instituições, como a advogada Hanna Bibas, o secretário da Comissão de Saúde da Alepa, Leonardo Catete, e o médico Rufino, reforçando o caráter amplo e coletivo da mobilização.
A expectativa agora é que o debate avance para novas etapas dentro do Legislativo e, principalmente, chegue ao Executivo estadual, responsável por encaminhar um possível projeto de lei.
Mais do que uma pauta da categoria, o encontro consolidou um discurso unificado: valorizar o médico é garantir melhores condições de atendimento e fortalecer a saúde pública em todo o Pará.
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