Infraestrutura

Pará em Obras - Revitalização da Escola Antônio Lemos valoriza patrimônio centenário

Inaugurada há 120 anos pelo intendente Antônio Lemos, a escola já foi orfanato e hoje oferece o Ensino Médio para moradores de Santa Izabel do Pará e municípios próximos. A reforma da escola, realizada com recursos do Estado, representa um investimento de R$ 2,6 milhões, e será concluída em 2014.

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Um importante capítulo da história paraense, que se mantém vivo no município de Santa Izabel do Pará, na Região Metropolitana de Belém, está sendo revitalizado pelo governo do Estado. Trata-se da Escola Estadual Antônio Lemos, criada pelo intendente que dá nome à instituição, responsável por uma série de obras na capital paraense, na virada do século XIX para o século XX.

O suntuoso prédio, com 120 anos de fundação, está sendo reformado pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), com um investimento de quase R$ 2,6 milhões – recursos do governo do Estado.

O colégio abriga, atualmente, mais de 1,6 mil alunos, e é uma referência em educação para Santa Izabel e municípios vizinhos, como Bujaru, Concórdia do Pará e Tomé-Açu. De acordo com a vice-diretora da instituição, Maria Assunção dos Santos, o colégio foi criado no governo de Antonio Lemos como um orfanato, para abrigar e educar meninas da região.

No início, foi administrado por freiras da Congregação das Filhas de Sant’Anna. Mais tarde, passou a atender também ao público externo e a oferecer cursos profissionalizantes, como Magistério.

Atualmente, funciona apenas com turmas de Ensino Médio, nos três turnos - manhã, tarde e noite. “Por ser muito antigo, o prédio estava necessitando mesmo dessa reforma. Havia infiltrações, paredes quebradas, além de calor e desconforto para os estudantes. Temos certeza de que esse trabalho vai melhorar não apenas a estrutura física do espaço, mas também as condições de aprendizado da nossa clientela”, informou a diretora, acrescentando que cerca de 120 servidores, entre professores, técnicos e pessoal administrativo, trabalham no local.

Referência - Para Joaquim Barreto, diretor da 11ª Unidade Regional de Educação (URE), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a reforma da escola é muito mais do que uma obra física. Segundo ele, o “Antônio Lemos” ajudou a formar centenas de profissionais que, hoje, finalmente, têm a satisfação de ver o espaço sendo revitalizado. Entre esses profissionais está Joaquim Barreto. “Sou izabelense e fiz o Ensino Médio aqui na escola, passei no vestibular e me tornei um profissional que agora tem a honra de trabalhar junto a essa importante instituição. Tenho certeza de que o ‘Antônio Lemos’ é uma referência não apenas para a educação nesta região, mas para todo o Pará. E toda obra que vem para melhorar a educação certamente está ajudando a transformar a sociedade”, ressaltou.

A mesma opinião tem o professor Pedro Souza, que leciona Filosofia há 17 anos no colégio. Também nascido em Santa Izabel, ele vê o “Antônio Lemos” muito mais como um “centro de gravidade” histórico, cultural, político e social, do que apenas como uma escola. “Vivemos um momento na sociedade em que precisamos cada vez mais falar do nosso local, embora estejamos cada vez mais globalizados. Acho que esta instituição representa isso, um resgate da nossa própria história, mais especificamente do nosso povo, das comunidades que vivem no entorno. Para se ter ideia, apenas em Santa Izabel são mais de 65 comunidades rurais e quilombolas, que detêm um saber que nós mesmos não somos capazes de contabilizar”, afirmou.

O exemplo citado pelo professor reflete a história de Messias Barros, 16 anos, estudante do 2º ano do Ensino Médio. Morador de uma comunidade rural, ele precisa, todos os dias, viajar quase duas horas de ônibus para chegar à escola. “Todo esse sacrifício vale muito à pena, porque é neste espaço que estou construindo meu futuro”, contou. Segundo o estudante, a expectativa de toda a comunidade escolar é muito grande para a conclusão da reforma, pois antes as condições estavam realmente muito insalubres. “O calor era grande, as cadeiras desconfortáveis, e as divisórias entre as salas não eram boas, o que acabava deixando o som vazar de uma sala para outra, e tudo isso incomodava muito”, lembrou.

Juliana Rocha, 16 anos, também estudante do 2º ano do Ensino Médio, espera ansiosa pela finalização da obra. “Além de ser um espaço pelo qual temos muito carinho, até por causa da sua história com o município, temos uma grande expectativa, porque sabemos que isso vai contribuir para melhorar nosso ensino e o rendimento dos professores”, declarou.

REFORMA DA ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO LEMOS

Previsão de conclusão: Segundo semestre de 2014

Valor global: R$ 2,6 milhões

Andamento: 10% concluídos

Empresa responsável: Santa Rita Engenharia

Secretaria responsável: Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop)

Órgão beneficiado: Secretaria de Estado de Educação (Seduc)


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