Pará em Obras
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Referência na atenção à saúde da criança e da mulher, não apenas no Estado, mas em toda a região Norte, a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, ganhou, em setembro deste ano, mais um motivo para se orgulhar: a nova Unidade Materno Infantil “Dr. Almir Gabriel”, obra que resgata um compromisso da agenda mínima do governo do Estado na gestão de Simão Jatene. Com oferta de serviços de urgência e emergência obstétrica e capacidade para 406 leitos distribuídos em UTI neonatal (62), UCI neonatal (80), Maternidade (157), Pediatria (71), UTI Materna (10), UTI Pediátrica (10) e Ginecologia (16), a nova Unidade representa um investimento de R$ 170,2 milhões do governo do Estado, sendo mais de R$ 121 milhões na obra propriamente dita e mais de R$ 48 milhões em equipamentos.
A Unidade “Dr. Almir Gabriel”, com área construída de 20,5 mil metros quadrados, vem se somar ao prédio do Hospital Centenário (25,5 mil metros quadrados), ao Pavilhão da Gerência de Assistência Nutricional, Refeitório e Gerência de Processamento de Roupas (2,4 mil metros quadrados) e Espaço Acolher (88 metros quadrados), formando, assim, o Complexo Hospitalar da Fundação, que soma, ao todo, 48,4 mil metros quadrados. Com a reforma e adequação do Hospital Centenário, prevista para 2014, a capacidade instalada será de 170 leitos com atendimento em Clínica Médica, Hepatopatias, Clínica Cirúrgica, Clínica Pediátrica e UTIs (adulto e infantil), o que totalizará 576 leitos disponíveis à população.
De acordo com a engenheira da Santa Casa, Cíntia Gama, a nova Unidade Materno Infantil “Dr. Almir Gabriel”, com oito pavimentos e mais de 20 mil metros quadrados de área construída, é a maior maternidade do Brasil e também a primeira no País a se preocupar com a questão da sustentabilidade, com sistemas próprios para reaproveitamento da água da chuva e da energia solar. “A água da chuva é aproveitada, por exemplo, nos banheiros, enquanto a luz do sol é direcionada, através de equipamentos próprios, para o aquecimento solar de uma parte da água utilizada nos procedimentos do hospital. Além disso, também procuramos aproveitar o máximo possível a iluminação natural, o que é muito importante para um hospital”, explica.
Ainda segundo a engenheira, o prédio está assim dividido: no oitavo andar ficam equipamentos, caixas d’água, e acesso ao heliponto; no sétimo andar, 22 leitos de UTI neonatal, 10 de leitos de UTI pediátrica, 17 leitos de enfermaria para procedimentos ginecológicos e 4 salas de centro cirúrgico (cirurgia de mulheres e pediátricas); no sexto andar, 64 leitos de Pediatria; no quarto e quinto andares fica a Maternidade propriamente dita, com 128 leitos de enfermaria; e no terceiro andar, o Banco de Leite, o Programa de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido Prematuro e de Baixo Peso (Método Canguru-2009), e 62 leitos de UCI. O segundo andar é um pavimento administrativo, com maquinário e algumas salas de gerências; no primeiro andar ficam 40 leitos de UTI neonatal, centro obstétrico com 4 salas, 10 salas de PPP (parto normal) e 10 leitos de UTI adulto. Já no térreo, ficam a emergência obstétrica, a emergência pediátrica, o diagnóstico por imagem e o laboratório de emergência. No subsolo, fica o estacionamento com 60 vagas para carros.
Para a enfermeira Rosana Nunes, servidora da Santa Casa há dez anos, trabalhar em uma Unidade nova, moderna e bem equipada traz muito mais tranquilidade não apenas para os pacientes, mas, principalmente, para os funcionários do hospital. “A sensação é maravilhosa porque você sabe que está oferecendo o melhor para aquelas pessoas e a nossa intenção é sempre oferecer um atendimento de qualidade, além de ser um orgulho poder dizer que o nosso Estado possui uma estrutura desse nível”, destaca.
Rosana gerencia o setor de Neonatologia, onde um dos destaques é o Programa de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido Prematuro e de Baixo Peso (Método Canguru-2009), serviço que já está funcionando na nova Unidade. “Esse programa é para bebês que não estão fazendo nenhuma medicação, mas que precisam ficar no hospital em função do baixo peso”, informa.
Foi lá que a reportagem encontrou a família do mototaxista Márcio Vasconcelos, de 40 anos. Há pouco mais de um mês, a companheira dele, Maria de Jesus Santos, de 20 anos, deu à luz o primeiro filho do casal, Murilo, que nasceu prematuro, aos seis meses de gestação. Por conta do baixo peso, mãe e filho precisaram permanecer no hospital, onde Murilo aguarda para atingir 1,8 quilo e finalmente poder ir para casa. Enquanto isso, ganha peso através do método Canguru, que preconiza a aproximação entre mãe (ou pai) e a criança, de um modo inspirado no animal cujo nome batiza o método. “Normalmente, os pais não participam desse método, pelo que tenho visto aqui. A maioria tem vergonha. Mas o Márcio sempre foi muito presente na minha gestação e fez questão de acompanhar tudo. Agora, com a necessidade do Canguru, não foi diferente”, orgulha-se Maria de Jesus.
Para o pai de primeira viagem, o contato intenso com o filho só faz realçar os laços que a natureza tratou de criar. “É uma sensação muito boa e acho que o meu exemplo vai servir até de incentivo a outros pais. O curioso é que o meu filho ganhou mais peso comigo do que com a mãe”, conta, acrescentando que ficou surpreso com a nova Unidade da Santa Casa: “O hospital é realmente maravilhoso, acho que o povo já merecia uma estrutura assim há muito tempo e, finalmente, conseguiu”.
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