Integração
Foto: Rodolfo Oliveira/Ag. Pará
A diretora de Cultura da Secult, Ana Catarina Brito, frisou que a leitura tem a capacidade de transformar a vida do ser humano (Foto: Rodolfo Oliveira/Ag. Pará)
Avaliar formas de participação de internos da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) na Feira Pan Amazônica do Livro 2015 foi o objetivo da reunião realizada na manhã desta sexta-feira (27), no Centro Socioeducativo de Benevides (CSEB). A reunião teve a participação de representantes da Imprensa Oficial do Estado (IOE) e da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), além de profissionais que atuam no Sistema de Garantia de Direitos (SGD) no Pará. O SGD desenvolve ideias e iniciativas que contribuem para a mudança de vida de adolescentes em conflito com a lei, a partir de ações pedagógicas.
A participação dos adolescentes na próxima edição da Feira do Livro, marcada para o período de 29 de maio a 7 de junho, é coordenada pela IOE, e faz parte do Projeto Livro Solidário, que tem entre seus objetivos estimular e promover a leitura como alternativa de inclusão e transformação social.
O projeto já dispõe de um acervo bibliográfico variado, com obras dedicadas ao público infanto-juvenil, reunindo desde clássicos de escritores brasileiros a histórias em quadrinhos. O “Livro Solidário” conta ainda com o Sarau Livro Solidário, que incentiva a participação dos adolescentes em produções artísticas, como poesia, contos, peças teatrais e danças.
Realidade social - A coordenadora do Projeto Livro Solidário, Carmen Palheta, disse que as ações contribuem para o fortalecimento das instituições parceiras e para a busca efetiva do exercício de cidadania pelos jovens, por meio do hábito da leitura. “É importante que todos estejam engajados, para que a gente tenha uma sociedade melhor. O sarau é um momento de culminância de todas as atividades artísticas que os jovens já desenvolvem. Ou seja, a partir do livro, o adolescente poderá criar uma prosa, poesia, uma apresentação musical e dança, a partir de uma visão mais abrangente da sua realidade social e de mundo”, destacou Carmen Palheta.
Durante o primeiro encontro, os participantes estudam a possibilidade de levar alguns autores literários a uma unidade socioeducativa, para participarem de um momento cultural com os internos, de sessão de autógrafos, roda de conversa e musicais. Também será avaliada a possibilidade de as editoras, que estarão com estandes na Feira do Livro, doarem exemplares aos internos. Desse modo, os organizadores pretendem promover o intercâmbio de saberes entre escritores e os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas.
A diretora de Cultura da Secult, Ana Catarina Brito, informou que todos estão dispostos a fazer com que os adolescentes despertem para a leitura e demais formas de arte, de maneira natural e prazerosa. “A leitura tem a capacidade de transformar a vida do ser humano. A presença destas pessoas envolvidas com a arte só tende a potencializar as nossas ações. Desta forma, esperamos que estes rapazes venham a ter paixão pelo conhecimento, pela informação e pelo saber. Nós não temos dúvida de que vamos deixar uma semente plantada no coração de cada um dos que estiverem envolvidos nestas atividades”, frisou.
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