Semana Santa
Em dois dias de Feira, todos os pontos de venda registaram grande movimentação de consumidores (Foto: Cristino Martins/Ag. Pará)
Após dois dias de grande movimentação de consumidores, a Feira do Pescado foi encerrada nesta quinta-feira (2) com mais de 100 toneladas de peixes e mariscos comercializadas em 10 pontos instalados na Região Metropolitana de Belém. No interior do Estado, as estatísticas de venda ainda não foram fechadas, mas a procura da população também foi grande nas feiras realizadas pelas prefeituras, com apoio do governo do Estado. Cerca de 50 municípios participaram da ação, organizada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).
A população, mais uma vez, aprovou a iniciativa da Feira do Pescado, que já vem sendo organizada pelo governo do Pará há alguns anos. "Achei o preço em conta e também gostei da variedade. No Ver-o-Peso o quilo do filhote está sendo vendido a R$ 20,00, e aqui o quilo do filé de filhote, ou seja, o peixe já limpo, só a carne, eu comprei a R$ 26,50. Então, compensa. Gostei também porque está bastante organizado", afirmou Anderson Rodrigues, que foi fazer suas compras no ponto de venda localizado na Paróquia de Fátima.
Para Marineuza Jardim, que também foi fazer compras no ponto de venda na Paróquia de Fátima, uma vantagem adicional foi poder comprar o peixe com um preço mais acessível e facilidade de pagamento. "Aqui pode usar o cartão de crédito. O preço está bom e a qualidade é muito boa. Comprei na Feira do Pescado no ano passado e este ano voltei, porque gostei da qualidade", disse.
Equilíbrio - Além de ajudar a equilibrar os preços gerais durante o período da Semana Santa, já que o aumento da oferta ajuda a empurrar o valor de venda para baixo, a Feira do Pescado também serve como uma ponte entre os setores produtivos e a população.
É o caso dos tiradores de caranguejo das Reservas Extrativistas (Resex) dos municípios de São João da Ponta, Tracuateua e Augusto Correa (localidade Arai-Peroba). A própria Sedap se encarregou de trazer os tiradores, como forma de colaborar com o aumento da renda na comunidade. "É a primeira vez que eu venho, e está sendo ótimo! No primeiro dia de feira eu vendi mais de 600 caranguejos, e hoje devo vender mais mil. Vendendo direto pra população a gente consegue um preço mais justo, e ganha mais", explicou José Maria Costa da Rosa, tirador de caranguejo da Resex de Tracuateua.
"Para a gente da indústria é bom, porque ampliamos os pontos de venda e ainda podemos alcançar um público maior. A gente também passa a conhecer o mercado, ver quais dos nossos produtos têm maior aceitação, e ainda aproveita para apresentar a nossa produção para os consumidores que ainda não nos conhecem", ressaltou Willer Monteiro, da empresa Forte do Pescado.
Grande procura - Apesar das filas, os dois dias de Feira do Pescado na capital foram tranquilos. Os pontos que concentraram maior número de consumidores foram o Ginásio Esportivo de Ananindeua, onde grandes filas se formaram desde as primeiras horas da manhã, tanto no 1º quanto no segundo dia, e o Centur, onde foi preciso estender o horário até as 19 h no primeiro dia, para atender todos os consumidores.
A Feira do Pescado encerrou o primeiro dia, quarta-feira (1º), registrando 50 toneladas de peixe comercializadas apenas na Região Metropolitana de Belém. Em cidades como Castanhal, Conceição do Araguaia, Tucuruí, Benevides, Santa Izabel do Pará, Xinguara, Tucumã, Soure, Salvaterra, Portel, Santarém, Mojuí dos Campos, Capanema e Cachoeira do Arari o movimento também foi grande nas feiras.
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