Ponte Moju-Cidade

Instalação do equipamento para retirada de línguas de concreto está quase pronta

Após a retirada das línguas de concreto, terão início os trabalhos de fundação para a construção de um novo pilar de sustentação da ponte (Foto: Cristino Martins/Ag. Pará)

As obras de instalação do primeiro A-Frame estão a ponto de conclusão. O cronograma aumenta por questões naturais, como os ventos fortes e chuvas intensas que têm afetado a região. A operação é complexa e é preciso priorizar a segurança dos trabalhadores. Assim que a língua da ponte, do lado da cidade, for retirada começa o mesmo processo com a segunda língua.

O uso do A-Frame, desenvolvido exclusivamente para ser utilizado nessa operação, possibilitará um corte minucioso das partes penduradas, evitando que o restante da estrutura da ponte sofra abalos sequenciais tão logo as línguas sejam retiradas. Com o uso dos macacos hidráulicos, as línguas - que pesam 190 toneladas cada uma - serão içadas e descidas até uma balsa localizada na base da ponte. Somente depois desse processo é que será possível iniciar os trabalhos de elevação do pilar derrubado e de reconstrução da ponte Moju Cidade.

O início desta etapa requer cuidados delicados. “Vamos iniciar a retirada dos escombros, mas o que não queremos comprometer são as vidas humanas e as estruturas que são ativos do Estado, por isso temos muita cautela. A nossa expectativa é que tenhamos êxito, todos os trabalhos na fase de projetos foram arduamente planejados e agora estamos prestes a executar o plano”, comenta o secretário de Transportes do Estado, Kleber Menezes.

Após a retirada dos escombros pendurados, começa a retirada da parte comprometida da ponte. “Assim que concluirmos os desmontes dessas duas estruturas vamos iniciar o desmonte dos trechos que aparentemente estão intocados, mas estão comprometidos pelo impacto. Depois de tudo tirado, começamos a montar, um processo bem mais rápido. A estrutura mista, metálica e concreto, já está sendo fabricada para a construção da ponte”, revela o secretário.

As atividades têm terminado pelo turno da noite e não param nem aos finais de semana. Tudo para compensar os intervalos provocados pelas condições climáticas que obrigam intervalos na execução da obra, em diferentes partes do dia.


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